Unidade II · Expressão do Potencial Produtivo

Como a fertilidade do solo influencia a produtividade dos cereais?

Aula 07. Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Fitotecnia III. Culturas de Cereais
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
Como as plantas absorvem, transportam e utilizam os nutrientes?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Comparar exigências

Confrontar a absorção de macro e micronutrientes entre as cinco culturas.

02

Interpretar o laudo

Ler análise de solo e sintomas visuais para achar o nutriente limitante.

03

Diagnosticar riscos

Antecipar riscos nutricionais próprios de cada cultura e sistema.

Antes de absorver, o íon precisa encontrar a raiz

Três mecanismos de contato

In
Contribuição pequena

Interceptação

A raiz cresce e encontra o íon no seu caminho pelo perfil.

Fm
Depende da água

Fluxo de massa

O íon é arrastado até a raiz junto com a água da transpiração.

Di
Depende da raiz

Difusão

O íon caminha por gradiente até a zona empobrecida junto à raiz.

A forma iônica e o caminho até a raiz

Absorção dos macronutrientes

NutrienteForma absorvidaMecanismo dominante
NitrogênioNitrato e amônioFluxo de massa
FósforoFosfato diácido e fosfato ácidoDifusão
PotássioCátion monovalenteDifusão
CálcioCátion bivalenteFluxo de massa
MagnésioCátion bivalenteFluxo de massa
EnxofreSulfatoFluxo de massa
Entre os micronutrientes, boro e cloro vêm por fluxo de massa e os demais por difusão.
Quando cada nutriente entra

Absorção e fenologia do trigo

Manejo nutricional e fenologia da cultura do trigo (modificada de Pires et al., 2011).
Manejo nutricional e fenologia da cultura do trigo (modificada de Pires et al., 2011).
Fonte: Informações Agronômicas
A consequência agronômica dos mecanismos

Raiz para um, água para outro

Nutriente de difusão depende de a raiz explorar volume de solo; nutriente de fluxo de massa depende da transpiração, e um veranico corta o fornecimento mesmo com o nutriente presente.
Dois eixos independentes de mobilidade

Mobilidade dos macronutrientes

NutrienteNo soloNa plantaFunção central
NMóvel, lixiviaMóvelAminoácidos, proteínas e ácidos nucleicos
PImóvel, fixadoMóvelAçúcares-fosfato, ATP e fosfolipídios
KMóvelMóvelCofator de enzimas, turgor e eletroneutralidade
CaImóvelImóvelLamela média e mensageiro secundário
MgImóvelMóvelÁtomo central da clorofila
SMóvelPouco móvelCisteína, metionina e coenzima A
Os dois eixos podem se opor

Fósforo e cálcio

Fósforo

Imóvel no soloMóvel na plantaRedistribuído ao grão

Fixado pelos óxidos de ferro e alumínio da argila, mas remobilizado das folhas velhas.

Cálcio

Chega por fluxo de massaImóvel na plantaFica na parede

Depois de depositado na lamela média não sai, e o crescimento novo depende de suprimento contínuo.

Sintoma no arroz

Deficiência de cálcio

Planta de arroz com deficiência de cálcio.
Planta de arroz com deficiência de cálcio.
Fonte: Arquivo do Agrônomo nº 9
Pouca quantidade, impacto desproporcional

Micronutrientes essenciais

MicronutrienteForma absorvidaMobilidade na plantaFunção central
BoroBorato e tetraboratoImóvelParedes celulares e elongação
CobreCátion mono e bivalentePouco móvelCitocromo oxidase e plastocianina
FerroCátion bi e trivalentePouco móvelProteínas da fotossíntese e respiração
ManganêsCátion bivalentePouco móvelDesidrogenases e oxidases
MolibdênioMolibdatoMóvelNitrato redutase e nitrogenase
ZincoCátion bivalentePouco móvelAnidrase carbônica e desidrogenases
Cloro é móvel e atua na fotossíntese; níquel é pouco móvel e constitui a urease.
Quantidade não é importância

O que torna o elemento essencial

Ci
Critério 1

Sem ele não há ciclo

A planta não completa o ciclo na ausência do elemento.

Me
Critério 2

Participa do metabolismo

Atua diretamente em uma função bioquímica ou estrutural.

Su
Critério 3

Nenhum outro substitui

A função não pode ser cumprida por outro elemento.

São catorze nutrientes minerais essenciais, separados por quantidade exigida e não por importância.
Por que é essencial

O papel do enxofre

Representação do papel do enxofre no crescimento e desenvolvimento das plantas (Narayan et al., 2023).
Representação do papel do enxofre no crescimento e desenvolvimento das plantas (Narayan et al., 2023).
Fonte: Enxofre: Essencial para Altas Produtividades e Qualidade da Produção na Agricultura Tropical
Adubação desequilibrada induz carência

Antagonismos entre nutrientes

Teor elevado deReduz a absorção de
MagnésioPotássio, e o inverso também ocorre
PotássioCálcio
CálcioCobre
ZincoCobre, e o inverso também ocorre
FerroManganês
FosfatoZinco, cobre e manganês
O antagonismo entre fosfato e zinco é o de maior impacto no Cerrado, sob adubação fosfatada pesada.
Sintoma no arroz

Deficiência de zinco

Folhas de arroz com deficiência de zinco.
Folhas de arroz com deficiência de zinco.
Fonte: Arquivo do Agrônomo nº 9
A demanda não é constante ao longo do ciclo

Bimodal e unimodal no milho

Nitrogênio e fósforo

Dois picosFase vegetativaFormação da espiga

A absorção precoce é desproporcional à massa seca já acumulada pela planta.

Potássio

Pico únicoCrescimento inicialElemento de arranque

Deficiência que aparece em estádio avançado não é totalmente reversível por aplicação corretiva.

Curva de absorção do milho

Demanda ao longo do ciclo

Demanda por água e nutrientes e condição de absorção radicular no milho segunda safra no Cerrado.
Demanda por água e nutrientes e condição de absorção radicular no milho segunda safra no Cerrado.
Fonte: Manejo de nutrientes no cultivo de milho segunda safra na região do cerrado
Três diferenças nutricionais de uma vez

Metabolismo, bases e palhada

IndicadorTrigoArrozMilhoSorgoMilheto
MetabolismoC3C3C4C4C4
V% ideal50-6040-5050-6050-6040-50
Relação C/N40:1-70:150:1-70:150:1-70:160:1-80:170:1-100:1
CiclagemMédioMédioAltoAltoMuito alto
Cada cereal tem um perfil próprio

Personalidade nutricional

Tr
O mais exigente

Trigo

Maior demanda por tonelada e sensível a solo distrófico não corrigido.

Ar
Rústico em bases

Arroz

Tolera saturação mais baixa, mas exporta muito cálcio na casca.

Mt
O reciclador

Milheto

Extrai e devolve na palhada, com relação C/N que imobiliza nitrogênio.

O milho tem o maior teto produtivo e a absorção precoce mais intensa, o que o torna dependente de nutriente cedo.
O que o grão leva para fora da lavoura

Exportação por tonelada de grão

Nutriente (kg/t)ArrozMilhoSorgoTrigo
N14,6012,4024,0033,00
P2,404,004,104,60
K4,903,506,307,60
Ca7,300,030,101,10
Mg1,700,802,001,80
S2,200,802,001,80
A fonte comparativa não traz exportação do milheto granífero, e a lacuna não deve ser preenchida por analogia.
Palhada e grão

Exportação por tonelada

Macro e micronutrientes na palhada e nos grãos, por tonelada de grãos de milho produzida.
Macro e micronutrientes na palhada e nos grãos, por tonelada de grãos de milho produzida.
Fonte: Manejo de nutrientes no cultivo de milho segunda safra na região do cerrado
A distinção que dimensiona a adubação

Extração não é exportação

Extração é todo o nutriente que a planta acumula no ciclo; exportação é apenas o que sai no grão. O restante fica na palhada e retorna pela ciclagem.
A demanda real da cultura

Extração total por tonelada

Nutriente (kg/t)ArrozMilhoTrigo
N30,024,935,0
P5,05,95,8
K30,026,718,3
Ca6,06,611,7
Mg2,57,98,3
S4,02,54,5
Valores do trigo convertidos de P2O5 e K2O para as formas elementares, para tornar a comparação uniforme.
Três gramíneas, três ordens distintas

Quem lidera em cada cultura

Milho

Potássio em 1ºNitrogênio em 2ºMagnésio em 3º

Lidera pelo potássio e extrai magnésio em quantidade três vezes maior que o arroz.

Trigo

Nitrogênio em 1ºPotássio em 2ºCálcio em 3º

É o que mais extrai nitrogênio e o que menos extrai potássio entre os três comparados.

A personalidade é da espécie, não da família

Ordem de extração por cultura

CulturaOrdem dos macronutrientesMais extraído
ArrozN e K, depois Ca, P, S e MgPotássio
MilhoK, N, Mg, Ca, P e SPotássio
SorgoN e K, depois Ca, Mg e PNitrogênio e potássio
TrigoN, K, Ca, Mg, P e SNitrogênio
MilhetoAcúmulo grande e rápido, com N e K dominantesNitrogênio e potássio
A confusão que o senso comum faz

Mais extraído não é mais limitante

No arroz de terras altas o potássio é o nutriente mais absorvido, mas é a deficiência de nitrogênio que mais reduz o rendimento.
Sintoma no sorgo

Deficiência de potássio

Sintomas de deficiência de potássio em sorgo (Embrapa Milho e Sorgo).
Sintomas de deficiência de potássio em sorgo (Embrapa Milho e Sorgo).
Fonte: Seja o Doutor do Seu Sorgo
A mobilidade decide quem vai para o grão

Translocação no milho

NutrienteTranslocado para o grão
Fósforo77% a 86% do absorvido
Nitrogênio70% a 77% do absorvido
Enxofre60% do absorvido
Magnésio47% a 69% do absorvido
Potássio26% a 43% do absorvido
Cálcio3% a 7% do absorvido
O que fica no campo volta ao solo

Mobilidade e ciclagem

Mo
Vai ao grão

Móvel

Nitrogênio e fósforo migram das folhas velhas para o grão em enchimento.

Im
Fica na palhada

Imóvel

Cálcio e potássio quase não migram e retornam ao solo pela ciclagem.

Di
Leitura de campo

Dreno, não doença

Folha baixeira amarela no enchimento pode ser remobilização, não patógeno.

Mobilidade no sistema

Ciclagem pelas coberturas

Benefícios ao funcionamento do solo fornecidos pelas plantas de cobertura.
Benefícios ao funcionamento do solo fornecidos pelas plantas de cobertura.
Fonte: Guia Prático de Plantas de Cobertura
O que sai da lavoura muda com o destino

Grão e silagem

Colheita de grão

Só o grão saiPalhada permaneceCiclagem preservada

Potássio e cálcio ficam nos restos culturais e voltam ao solo entre safras.

Colheita para silagem

Planta inteira saiSem palhadaEmpobrecimento rápido

Remove o potássio e o cálcio que estariam reciclando, e exige reposição maior.

Absorver não basta, é preciso assimilar

A assimilação do nitrogênio

1
A raiz absorve o nitrogênio na forma de nitrato
2
A nitrato redutase reduz o nitrato a nitrito
3
O nitrito é reduzido a amônio dentro da planta
4
O amônio é incorporado a aminoácidos
5
Formam-se proteínas, clorofila e ácidos nucleicos
O molibdênio é constituinte da nitrato redutase, e um sintoma de falta de N pode ter raiz em falta de Mo.
Três destinos diferentes na célula

Fósforo, magnésio e potássio

P
Energia

Fósforo

Compõe ATP, açúcares-fosfato e fosfolipídios das membranas.

Mg
Verde

Magnésio

Átomo central da clorofila e ativador de enzimas de fosfato.

K
Íon livre

Potássio

Não é assimilado a estrutura orgânica, atua como cofator e no turgor.

A assimilação em números

Três funções, três escalas

40
enzimas ou mais têm o potássio como cofator
1
átomo de magnésio no centro de cada molécula de clorofila
2
aminoácidos sulfurados dependem do enxofre, cisteína e metionina
A mobilidade prevê onde o sintoma aparece

Folha velha e folha nova

Nutrientes móveis

NPKMg

São redistribuídos das folhas velhas para as novas, e o sintoma começa embaixo.

Imóveis ou pouco móveis

CaSBFeMnZn

Não podem ser redistribuídos, e o sintoma aparece nas folhas novas e nos meristemas.

Móvel ou imóvel

Zinco na folha velha

Deficiência de zinco em trigo: lesão necrótica com borda amarronzada em folha velha.
Deficiência de zinco em trigo: lesão necrótica com borda amarronzada em folha velha.
Fonte: Informações Agronômicas
O excesso também deixa marca

Deficiência e excesso

NutrienteDeficiênciaExcesso
NAmarelecimento das folhas velhas e menor crescimentoParte aérea exagerada, favorece o acamamento
PMenos folhas e menor expansão, verde mais escuroPintas vermelho-escuras nas folhas velhas
KClorose e necrose de folhas e colmos velhosPintas necróticas nas folhas velhas
CaMorte dos pontos de crescimentoInduz deficiência de magnésio ou potássio
MgClorose e necrose das folhas velhasInduz deficiência de potássio ou cálcio
SPlantas cloróticas, espigadas e de pouco crescimentoClorose internerval em algumas espécies
Deficiência e excesso

Potássio em folha velha

Deficiência de potássio em trigo: clorose e secamento das folhas velhas.
Deficiência de potássio em trigo: clorose e secamento das folhas velhas.
Fonte: Informações Agronômicas
Quadros que se reconhecem no campo

Micronutrientes nos cereais

Zn
Folhas novas

Zinco

Encurtamento e faixas cloróticas, a conhecida gema branca do milho.

Fe
Folhas novas

Ferro e manganês

Clorose entre as nervuras nas folhas em formação.

B
Meristema

Boro

Morte da gema terminal e comprometimento da formação do grão.

O excesso de zinco induz carência de fósforo e de cobre, fechando o círculo dos antagonismos.
Micronutriente no arroz

Deficiência de cobre

Folhas de arroz com deficiência de cobre.
Folhas de arroz com deficiência de cobre.
Fonte: Arquivo do Agrônomo nº 9
A confusão clássica da diagnose

Nitrogênio e enxofre

Falta de nitrogênio

Nutriente móvelClorose embaixoFolhas velhas

A planta drena as folhas velhas para sustentar o crescimento novo.

Falta de enxofre

Pouco móvelClorose em cimaFolhas novas

Aplicar nitrogênio onde falta enxofre não gera resposta, e o local do sintoma resolve o diagnóstico.

Sintoma em lavoura

Deficiência de nitrogênio

Deficiência de nitrogênio em lavoura de arroz.
Deficiência de nitrogênio em lavoura de arroz.
Fonte: Arquivo do Agrônomo nº 9
Não é essencial, mas fortalece

Silício nas gramíneas

Si
Absorção

Ácido monossilícico

Forma neutra da solução do solo, transportada pelo xilema.

De
Destino

Sílica na epiderme

Deposita-se nas paredes celulares como corpos silicosos.

Ac
Quem acumula

O arroz lidera

Maior acumulador entre os cereais, o que explica a casca rica em sílica.

Reforça a resistência ao acamamento, dificulta a penetração de fungos, melhora as relações hídricas e atenua a toxidez de alumínio.
Cada índice depende de um anterior

A ordem de leitura do laudo

1
Textura, que comanda matéria orgânica, fósforo e CTC
2
pH e alumínio trocável, a acidez ativa e a tóxica
3
Cálcio, magnésio e conversão do potássio para cmolc
4
Soma de bases, acidez potencial e CTC a pH 7
5
Saturação por bases e por alumínio, o diagnóstico
A classe textural comanda as demais tabelas

Classes de textura

ClasseCritério de argila
ArenosaArgila abaixo de 15%, ou de 15% a 35% com delta igual ou maior que 50%
MédiaArgila de 15% a 35% com delta abaixo de 50%
ArgilosaArgila entre 35% e 60%
Muito argilosaArgila acima de 60%
O delta é a diferença entre o percentual de areia e o de argila, conforme a IN SPA/MAPA nº 2/2021.
A acidez não é um número único

Três acidezes

At
Na solução

Acidez ativa

Concentração de hidrogênio livre, medida pelo pH.

Tr
Nos coloides

Acidez trocável

Alumínio e hidrogênio adsorvidos, sendo o alumínio o que intoxica.

Po
Total

Acidez potencial

Hidrogênio mais alumínio que se manifestaria ao elevar o pH a 7,0.

No Cerrado o pH costuma vir em cloreto de cálcio, cerca de 0,5 a 0,6 unidade abaixo do pH em água.
A acidez que dói na raiz

Toxidez de alumínio

Toxidez de alumínio em trigo: crestamento no campo e atrofiamento do sistema radicular.
Toxidez de alumínio em trigo: crestamento no campo e atrofiamento do sistema radicular.
Fonte: Informações Agronômicas
Talhão TH-07, camada de 0 a 20 cm

Saturação por bases

FórmulaV (%) = 100 × soma de bases ÷ CTC a pH 7
Com os dados da lavoura100 × 2,3852 ÷ 6,0352
Potássio convertido: 0,0752 cmolc/dm³Cálcio: 1,53 e magnésio: 0,78Acidez potencial: 3,6500 cmolc/dm³
Resultado39,52% de saturação por bases
O retrato químico do talhão

TH-07, do físico ao diagnóstico

ParâmetroValorLeitura
Argila37,1%Textura argilosa, comanda as demais tabelas
pH em cloreto de cálcio4,7Acidez média
Fósforo Mehlich-19,5 mg/dm³Adequado para a faixa de argila
Alumínio trocável0,13 cmolc/dm³Muito baixo, sem toxidez
CTC a pH 76,0352 cmolc/dm³Baixa, argila de baixa atividade
A CTC baixa em textura argilosa pede adubação parcelada em vez de dose única.
A acidez que de fato intoxica a raiz

Saturação por alumínio

Fórmulam (%) = 100 × alumínio trocável ÷ (alumínio trocável + soma de bases)
Com os dados da lavoura100 × 0,13 ÷ (0,13 + 2,3852)
Alumínio trocável: 0,13 cmolc/dm³Soma de bases: 2,3852 cmolc/dm³
Resultado5,17% de saturação por alumínio
Duas classificações que saem dos índices

Distrófico e álico

Pela saturação por bases

V igual ou acima de 50% é eutróficoV abaixo de 50% é distrófico

No Cerrado o distrófico é a regra, e o TH-07 fica em 39,52%.

Pela saturação por alumínio

m igual ou acima de 50% é álicom abaixo de 50% é não álico

O TH-07 é distrófico e não álico: pobre em bases, mas sem alumínio para envenenar a raiz.

Onde a interpretação costuma falhar

Erros comuns

ErroConsequência
Interpretar fósforo sem citar o extratorMehlich-1 e resina têm faixas diferentes
Ler o potássio antes de calcular a CTCA tabela de K depende da capacidade de troca
Somar potássio em mg com cálcio em cmolcA soma de bases vira ficção
Interpretar matéria orgânica sem a texturaRégua errada, teor adequado lido como baixo
Repor um nutriente sem olhar o antagonistaRepor zinco sem revisar a dose de fósforo não resolve
?
Retome a pergunta
Como as plantas absorvem, transportam e utilizam os nutrientes?
Responda agora com o que você viu na aula.
Encerramento
Um solo rico não garante uma planta bem nutrida, e é essa distância que a nutrição preenche.