Unidade I · Fundamentos Biológicos

Como estrutura e composição influenciam o desempenho da semente?

Aula 03. Estrutura e Composição Química de Sementes
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Produção e Tecnologia de Sementes
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
Por que sementes de espécies diferentes exigem manejos de armazenamento diferentes?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Estruturas e funções

Identificar as estruturas-chave da semente e reconhecer suas funções na germinação e na emergência.

02

Classificação por reserva

Classificar sementes pelo tipo de reserva predominante e inferir implicações para a qualidade.

03

Composição e desempenho

Relacionar a composição química da semente com a longevidade e a tolerância a estresses.

Mesma estrutura, duas funções

Grão e semente: duas leituras

Grão

Destino é a moagemInteressa amido, óleo, proteínaAvaliado como mercadoria

É a semente vista pelo processador industrial.

Semente

Precisa germinar e emergirSustenta o eixo embrionárioCarrega tecnologia embutida

As mesmas moléculas nutrem a planta antes da vida autotrófica.

A primeira interface com o ambiente

Estruturas da superfície da semente

Te
Proteção

Testa

Tegumento externo que define textura, coloração e caracteres varietais com valor diagnóstico na análise de pureza.

Hi
Hídrica

Hilo

Ponto de inserção ao funículo; funciona como válvula higrostática que abre e fecha conforme a umidade do ar.

Mi
Entrada de água

Micrópila

Abertura do tegumento próxima ao hilo, do lado da radícula; rota preferencial de entrada de água.

Tegumento

Superfície da semente

Estruturas externas do tegumento em semente de soja.
Estruturas externas do tegumento em semente de soja.
Fonte: Peske et al. — Sementes: Fundamentos Científicos e Tecnológicos
Marcas que contam a origem floral

Rafe, calaza e carúncula

EstruturaLocalizaçãoFunção ou origem
RafeCrista tegumentar em óvulos anátroposFusão do funículo ao integumento; valor taxonômico em leguminosas
CalazaExtremidade oposta ao hiloTransição entre tegumento e nucela; término dos ramos do floema
CarúnculaMamona e outras euforbiáceasExcrescência rica em lipídios; dispersão por formigas, a mirmecoria
Nota técnica

Pigmento não é decoração

Flavonoides, antocianinas e taninos na testa absorvem radiação UV e reduzem a predação por insetos e o ataque de fungos.
Dois integumentos, duas camadas

Origem do tegumento

Pr
Externo

Primina

Integumento externo do óvulo; origina a testa, camada protetora que persiste até a maturidade.

Se
Interno

Secundina

Integumento interno do óvulo; origina o tégmen, que costuma desaparecer na maturação.

Transitório

Tégmen

Em muitas dicotiledôneas desaparece durante a maturação; a testa assume toda a proteção.

Anatomia

Origem do tegumento

Anatomia externa e interna da semente e a origem do tegumento.
Anatomia externa e interna da semente e a origem do tegumento.
Fonte: Estrutura e Composição Química
Da cutícula ao suporte mecânico

Tegumento da soja, parte 1

CamadaTipo celularFunção principal
CutículaCamada cerosaPrimeira barreira à embebição
EpidermeMacrosclereídeos paliçádicosRegula a permeabilidade à água
HipodermeOsteosclereídeos em ampulhetaSuporte mecânico e espaços
Base: Glycine max (L.) Merr.
Injúrias

Tegumento da soja

Enrugamento e ruptura do tegumento de sementes de soja.
Enrugamento e ruptura do tegumento de sementes de soja.
Fonte: Marcos Filho — Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas
Mesma célula, arranjo diferente

Onde o lipídio se deposita

Tegumento permeável

Lipídios distribuídosToda a camada paliçádicaÁgua entra livremente

Padrão comum na maioria das sementes.

Semente dura

Lipídios concentradosBase das células paliçádicasÁgua bloqueada

Quebra por hidratação e secagem cíclica ou por escarificação.

Condução, barreira e uma exceção

Tegumento da soja, parte 2

CamadaTipo celularFunção principal
ParênquimaCélulas alongadasCondução de assimilados
Endosperma residualCélulas comprimidasBarreira química secundária
GramíneasTesta rudimentarAderida ao pericarpo protetor
Em gramíneas, o pericarpo assume a proteção do embrião.
Definição normativa

Semente dura na RAS 2025

Permanece intacta e impermeável após o período do teste de germinação; é contabilizada como viável na última contagem, sem sinais de deterioração.
Proteção além da barreira física

Funções adicionais do tegumento

Ga
Trocas gasosas

Impermeabilidade a gases

Regula a entrada de oxigênio; pode contribuir para dormência por restrição respiratória.

Fe
Inibição

Compostos fenólicos

Taninos no tegumento bloqueiam a germinação mesmo com o embrião isolado viável.

Ma
Mecanismo

Macrosclereídeos

Paredes ricas em lignina e cutina tornam a epiderme a principal barreira à água.

Duas arquiteturas de proteção

Embrião em dicotiledôneas e gramíneas

EstruturaDicotiledôneasGramíneas
Cotilédone2 cotilédones de reserva1 escutelo, absorve reservas
Proteção da plúmulaAusente ou epicótiloColeóptilo
Proteção da radículaTegumento geralColeorriza
Localização das reservasCotilédones, exalbuminosasEndosperma, albuminosas
Embriologia

Embrião: gramínea e dicot

Estágios do desenvolvimento do embrião em mono e dicotiledônea.
Estágios do desenvolvimento do embrião em mono e dicotiledônea.
Fonte: Marcos Filho — Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas
Uma planta em miniatura

Estruturas do eixo embrionário

Ra
Raiz

Radícula

Raiz embrionária protegida pela coifa; em gramíneas rompe a coleorriza durante a germinação.

Hi
Eixo

Hipocótilo

Eixo entre radícula e cotilédones; em milho origina o mesocótilo, que auxilia a emergência profunda.

Pl
Gema

Plúmula

Gema apical dos metâmeros foliares; em gramíneas é protegida pelo coleóptilo fotossensível.

Co
Reserva

Cotilédone ou escutelo

Reserva nas dicotiledôneas; nas gramíneas o escutelo transfere reservas do endosperma.

Anatomia

Eixo embrionário

Estrutura das sementes e as partes do eixo embrionário.
Estrutura das sementes e as partes do eixo embrionário.
Fonte: KLS
Reserva não se distribui igual

Onde o milho guarda suas reservas

88%
do amido total concentrado no endosperma
31%
dos lipídios totais concentrados no embrião
19%
das proteínas totais concentradas no embrião
Três padrões de desenvolvimento

Tipos de endosperma

Nu
Mais comum

Nuclear

Núcleos se dividem sem parede celular; paredes surgem depois, da periferia ao centro. Ocorre em cereais e mamona.

Ce
Menos frequente

Celular

Cada divisão nuclear já forma parede celular desde o início; presente em certas dicotiledôneas.

He
Basal

Helobial

Divisão assimétrica inicial gera câmara maior e menor, cada uma com desenvolvimento próprio.

Genética do tecido nutridor

Endosperma triploide

Tecido 3n, duas cargas maternas e uma paterna, origina-se da fusão de núcleos polares com um núcleo espermático.
Onde a reserva persiste na maturidade

Sementes quanto ao tipo de reserva

TipoReservas emExemplos cultivados
AlbuminosaEndospermaMilho, trigo, arroz, sorgo, mamona, café
ExalbuminosaCotilédonesSoja, feijão, ervilha, algodão, amendoim
PerispermatosaPerisperma, tecido nucelarBeterraba, cariofiláceas, amarantáceas
Mamona e tabaco são casos intermediários, com reserva expressiva também nos cotilédones.
Do sinal hormonal ao açúcar livre

Mobilização de reservas na germinação

1
Embrião em crescimento libera ácido giberélico
2
Camada de aleurona responde ao hormônio
3
Aleurona secreta enzimas, principalmente alfa-amilase
4
Alfa-amilase degrada o endosperma amiláceo
5
Açúcares liberados abastecem o eixo embrionário
Germinação

Mobilização de reservas

Grão de cevada e a mobilização de reservas na germinação.
Grão de cevada e a mobilização de reservas na germinação.
Fonte: 16
A lógica do fluxograma bioquímico

Classificação pela reserva predominante

Am
Amido

Amilácea

Milho, arroz, sorgo e trigo; amido como reserva dominante no endosperma.

Al
Proteína e amido

Aleuro-amilácea

Feijão, ervilha e cevada; proteína e amido combinados como reserva.

Ao
Proteína e lipídio

Aleuro-oleaginosa

Soja e algodão; proteína e lipídio em proporções elevadas e combinadas.

Ol
Lipídio

Oleaginosa

Mamona, dendê, amendoim e girassol; lipídio como reserva amplamente predominante.

Além de amido, proteína e óleo

Reserva córnea: o quinto grupo

Celulose e hemicelulose predominam em palmeira jarina, café e tremoço, um padrão de reserva de parede celular pouco comum.
Amido domina nos grãos de gramínea

Teores de reservas em cereais

EspécieProteína %Lipídio %Carboidrato %
Milho10580
Arroz8265
Trigo12275
Sorgo10472
Adaptado de Marcos Filho (2005).
Nem só óleo, nem só proteína

Soja: posição singular

Com 38 a 45% de proteína e 17 a 22% de lipídios, é a oleaginosa mais proteica e a mais suscetível à deterioração oxidativa.
Proteína, óleo ou os dois

Reservas em leguminosas e oleaginosas

EspécieProteína %Lipídio %Carboidrato %
Soja371726
Feijão23156
Mamona18640
Girassol174619
Adaptado de Marcos Filho (2005), com base em Crocker e Barton (1957) e Bewley e Black (1985).
Estrutura e reserva ao mesmo tempo

Carboidratos estruturais e de reserva

Ce
Parede celular

Celulose

Principal constituinte da fibra bruta; concentrada no tegumento, pobre no embrião e no endosperma.

He
Estrutura e reserva

Hemicelulose

Componente de parede que também funciona como reserva em algumas famílias vegetais.

Ga
Reserva de parede

Galactomananos

Polissacarídeos de manose e galactose, hidrolisados na germinação em Fabaceae e Palmae.

Dois polímeros, comportamentos opostos

Amido, amilose e amilopectina

ComponenteLigações predominantesProporção média
Amiloseα(1,4), cadeia linear30%, varia de 11 a 35%
Amilopectinaα(1,4) e α(1,6), ramificada70%, componente majoritário
Reservas

Amido: amilose e amilopectina

Grânulo de amido e as cadeias de amilose e amilopectina.
Grânulo de amido e as cadeias de amilose e amilopectina.
Fonte: ABEAS — material do curso
A genética muda o comportamento do amido

Milho ceroso e milho alto amilose

Milho ceroso

Quase 100% amilopectinaGel mais viscosoMaior pegajosidade

Altera a gelatinização e a digestibilidade do amido.

Milho alto amilose

Até 70% de amiloseEstrutura helicoidalComplexa lipídios na hélice

Reflexo tanto industrial quanto na mobilização durante a germinação.

Reservas

Síntese do amido

Formação do grânulo de amido — do ceroso ao alto-amilose.
Formação do grânulo de amido — do ceroso ao alto-amilose.
Fonte: ABEAS — material do curso
Proteção química contra a secagem

Açúcares solúveis e estado vítreo

Sa
Transporte

Sacarose

Principal transportadora de carbono da planta-mãe; precursora dos carboidratos de reserva.

Ra
Proteção

Rafinósicos

Rafinose, estaquiose e verbascose; energia rápida na germinação e proteção de membranas na dessecação.

Vi
Estabilidade

Estado vítreo

Líquido de alta viscosidade que retarda reações deteriorativas; sementes ortodoxas acumulam mais rafinósicos.

Solubilidade define a classe

Classes de proteínas de Osborne

ClasseSolubilidadeExemplos
AlbuminasSolúveis em águaLeucosinas, legumelina, ricina
GlobulinasSolúveis em sal, insolúveis em águaLegumina, glicinina, vicilina
ProlaminasSolúveis em álcool 70 a 90%Zeína, gliadina, hordeína, avenina
GlutelinasSolúveis em ácidos ou basesGlutenina, orizina
Duas famílias, duas proteínas dominantes

Duas famílias, duas reservas proteicas

Gramíneas

Prolaminas e glutelinas predominamGlutenina forma o glúten com gliadinaZeína deficiente em lisina e triptofano

No milho, 55% prolaminas e 39% glutelinas.

Leguminosas

Globulinas predominamGlicinina e beta-conglicininaFormam géis quando desnaturadas pelo calor

Sustentam os derivados proteicos de soja usados na indústria.

Quantidade não é qualidade

Zeína: proteína incompleta

Prolamina do milho deficiente em lisina e triptofano; qualidade proteica inferior à da soja e do feijão.
Prolaminas e glutelinas dominam

Frações proteicas em gramíneas

EspécieProlaminas %Glutelinas %
Milho5539
Trigo4046
Arroz580
Cevada5223
Fonte: Marcos Filho (2005), adaptado de Bewley e Black (1985).
Proteção que exige tratamento térmico

Corpos proteicos e proteínas bioativas

Co
Organela

Corpos proteicos

Organelas de 1 a 20 micrômetros; derivam do vacúolo central nas dicotiledôneas.

Le
Defesa

Lectinas

Glicoproteínas correspondentes a 1% a 10% da proteína em feijão cru; inativadas pelo calor.

In
Antinutricional

Inibidores de tripsina

Cerca de 2% a 3% da proteína da soja; inativados pela toastagem térmica.

Perfis de óleo bem distintos

Ácidos graxos em oleaginosas

CulturaTeor lipídico %Oleico %Linoleico %
Soja18 a 202254
Girassol45 a 502664
Amendoim47 a 505031
Fonte: Peske, Lucca Filho e Barros (2006).
Óleo empacotado em organelas

Lipídios de reserva

Tr
Forma

Triglicerídeo

Três ácidos graxos esterificados a um glicerol; forma predominante de armazenamento lipídico.

Ol
Organela

Oleossomas

Corpos lipídicos envoltos por membrana de meia unidade, estabilizada por oleosinas.

Os
Proteína

Oleosinas

Estabilizam a membrana, impedem a fusão entre corpos e ancoram as lipases da mobilização.

Reservas

Lipídios de reserva

Corpos lipídicos formados a partir do retículo endoplasmático.
Corpos lipídicos formados a partir do retículo endoplasmático.
Fonte: Peske et al. — Sementes: Fundamentos Científicos e Tecnológicos
Do monoinsaturado ao quase puro óleo

Ácidos graxos: canola, mamona, milho

CulturaTeor lipídico %Oleico %Linoleico %
Canola35 a 455525
Mamona60 a 64n.d.n.d.
Milho4 a 52461
Mamona: óleo composto por ~90% de ácido ricinoleico. Fonte: Peske, Lucca Filho e Barros (2006).
Insaturação define a estabilidade

Estabilidade oxidativa em soja e amendoim

Soja

Alto teor de linoleicoAlgum linolênicoÓleo poli-insaturado

Mais propensa à peroxidação lipídica.

Amendoim

Óleo predominantemente oleicoMonoinsaturadoMenor reatividade com oxigênio

Maior estabilidade oxidativa em armazenamento.

Amplitude do teor de óleo

Quanto de óleo cada semente guarda

60 a 64%
teor lipídico da mamona, o mais alto entre as culturas
47 a 50%
teor lipídico do amendoim
18 a 20%
teor lipídico da soja, a oleaginosa mais proteica
Base bioquímica de um teste de vigor

Membranas, fosfolipídios e vigor

A peroxidação dos fosfolipídios mitocondriais eleva a condutividade elétrica do exsudato de embebição, base do teste de vigor.
Ultraestrutura

Membrana e fosfolipídios

A membrana plasmática, seus fosfolipídios e proteínas.
A membrana plasmática, seus fosfolipídios e proteínas.
Fonte: Krzyzanowski et al. — Deterioração e Vigor da Semente
Fora do boletim, dentro do desempenho

Compostos bioativos minoritários

Ta
Fenólico

Taninos

Ligam-se a proteínas e inibem enzimas; presentes na testa de feijão e cacau, reduzem a palatabilidade.

Al
Nitrogenado

Alcaloides

Compostos cíclicos com nitrogênio; o teor de alcaloides no tremoço limita seu uso na alimentação animal.

Gl
Tóxico

Glicosídeos

Açúcar ligado a composto não açúcar; a saponina é o exemplo mais citado, altamente tóxica.

Fósforo indisponível, defesa antioxidante ativa

Minerais e vitaminas na semente

CompostoLocalização ou papelRelevância
FitatoCorpos proteicos da aleurona e cotilédonesConcentra fósforo; indisponível a monogástricos
ZincoCofator da SOD Cu/ZnDeficiência reduz a atividade antioxidante e o vigor
TocoferóisLipídios de reserva e membranasAntioxidantes lipossolúveis; retardam a oxidação
IsoflavonasCotilédones e embrião da sojaDefesa e atividade de fitoestrogênio
O peso mineral da semente

Minerais na composição da semente

2 a 5%
de cinzas na composição total da semente
fósforo é o mineral mais abundante da semente
Fósforo indisponível vira disponível

Fitase ativa na germinação

Fitases hidrolisam o fitato e liberam fósforo para o eixo embrionário; em sementes secas a atividade é mínima.
Quatro linhas de defesa contra o oxigênio

Sistema antioxidante enzimático

SO
Primeira linha

Superóxido dismutase

Converte ânion superóxido em peróxido de hidrogênio e oxigênio; atua em mitocôndrias e citosol.

CA
Peroxissomo

Catalase

Decompõe peróxido de hidrogênio em água e oxigênio nos peroxissomos.

PO
Parede celular

Peroxidase

Reduz peróxido de hidrogênio usando doadores de elétrons na parede e nos vacúolos.

AP
Citosol

Ascorbato peroxidase

Usa ascorbato para reduzir peróxido de hidrogênio no citosol e nos cloroplastos.

Temperatura e água pesam mais

Fatores ambientais, parte 1

FatorEfeito sobre proteínaEfeito sobre lipídios
Temperatura alta no enchimentoReduz em soja; aumenta em trigoAumenta em soja
Déficit hídricoAumenta, por menor diluiçãoEfeito variável
Excesso de nitrogênioAumentaReduz, relação inversa
Do sistema ativo à perda de viabilidade

Fases da deterioração oxidativa

1
Maturidade fisiológica com sistemas antioxidantes ativos
2
Fase I: açúcares redutores reagem com enzimas e material genético
3
Fase II: peroxidação lipídica e danos ao DNA se acumulam
4
Fase III: colapso das membranas mitocondriais e morte celular
5
Perda total da viabilidade da semente
Nutrição mineral também decide

Fatores ambientais, parte 2

FatorEfeito sobre proteínaEfeito sobre lipídios
Deficiência de fósforoReduzReduz
Deficiência de zincoReduz atividade da SODAumenta a peroxidação
Mesma cultivar, ambientes distintos

Temperatura de enchimento entre regiões

Cerrado de MT

Temperaturas médias mais altas em fevereiroMaior potencial de óleoComportamento pode diferir em Tangará da Serra

Alta temperatura no enchimento favorece o teor de óleo na soja.

Regiões de clima ameno

Temperaturas mais baixas no enchimentoMaior teor de proteínaEstabilidade oxidativa distinta

A mesma cultivar testada no Rio Grande do Sul pode se comportar diferente.

Nota técnica do professor

Vigor de campo além do laboratório

Dano oxidativo em membranas reduz o vigor em campo sem mudar a germinação, sobretudo em soja no Cerrado de MT.
O que decide o desempenho no campo

Composição, longevidade e estresse

Vi
Vigor inicial

Reservas do eixo

Carboidratos, proteínas e lipídios nos cotilédones ou no endosperma sustentam o crescimento antes da fotossíntese.

Lo
Armazenamento

Estado vítreo

Sacarose e rafinósicos na proporção adequada mantêm o estado vítreo e prolongam a longevidade.

Es
Estresse

Defesa antioxidante

Baixo teor de poli-insaturados e alta atividade de SOD e catalase aumentam a tolerância a estresses.

Composição não se recupera no armazém

O que a colheita não devolve

Ácido graxo oxidado não reverte, proteína desnaturada não renatura, e o DNA quebrado só é reparado em parte na embebição.
?
Retome a pergunta
Por que sementes de espécies diferentes exigem manejos de armazenamento diferentes?
Responda agora com o que você viu na aula.
Encerramento
A estrutura protege, mas é a composição química acumulada no campo que decide germinação, vigor e longevidade da semente.