Unidade II · Desempenho e Análise

Como prever o desempenho das sementes no campo?

Aula 05. Vigor de Sementes
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Produção e Tecnologia de Sementes
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
Por que lotes de sementes com a mesma germinação apresentam desempenhos diferentes?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Ajustar a densidade

Relacionar o nível de vigor do lote ao ajuste da densidade de semeadura para compensar perdas de emergência.

02

Interpretar testes de vigor

Interpretar resultados de testes de vigor para classificar lotes e recomendar uso, ajuste de dose ou descarte.

03

Justificar ao produtor

Justificar tecnicamente ao produtor a relação entre vigor do lote e desempenho em condições adversas de campo.

Duas medidas, um só lote

Vigor mede o que resta

Germinação mede o melhor cenário possível; vigor mede o que a semente faz quando o cenário não é o melhor.
Um registro que atravessa um século

A evolução do conceito de vigor

1
Nobbe descreve em 1876 diferenças de força motriz entre plântulas do mesmo lote
2
Franck separa germinação e vigor no IX Congresso da ISTA, em 1950
3
O mesmo congresso cria o primeiro comitê de vigor da ISTA
Cada autor, uma ênfase

Definições que dividem ênfases

Primeira geração

Estande em condições favoráveisEmergência rápida e uniformeSoma de propriedades de desempenho

Isely, 1957; Delouche e Caldwell, 1960; Perry, 1978.

Definições recentes

Diversidade ambiental amplaResiste a medição diretaAparece em germinação aceitável

AOSA, 1983; TeKrony, 2003.

Não é um valor único

Vigor do lote e da semente

Lo
Média

Vigor do lote

Resultado médio de sementes de vigor alto e baixo misturadas no mesmo lote.

Se
Unidade

Semente individual

O vigor também é atributo de cada semente, não só da média do lote.

Va
Distribuição

Variabilidade intralote

Lotes com a mesma média podem ter distribuições internas de vigor bem diferentes.

Conceito

Vigor do lote

Emergência de dois lotes de meloeiro com vigor diferente.
Emergência de dois lotes de meloeiro com vigor diferente.
Fonte: KLS
A defasagem que o boletim não mostra

Vigor cai antes da germinação

Vigor

Cai antes da germinaçãoSinaliza problemas cedoInvisível ao teste padrão

Só os testes de vigor revelam essa fase.

Germinação

Cai depois, mais tardeAinda parece altaTeto que engana

É nessa janela que está a maior parte da vida útil do lote.

Uma definição impossível

Vigor funciona como a saúde

Carvalho, em 1986, comparou vigor à saúde humana: ninguém precisa defini-la com precisão para reconhecer e tratar.
Onde o vigor mora

Estruturas celulares do vigor

Me
Barreira

Membrana celular

Reorganiza-se em minutos na embebição; lenta ou incompleta em sementes deterioradas.

Mi
Energia

Mitocôndrias

Organelas mais sensíveis; seu colapso reduz o ATP disponível para germinar.

Pe
Processo

Peroxidação lipídica

Processo bioquímico central da deterioração; gera radicais que se autoalimentam.

Do estado de gel à fase líquida

Da secagem à reidratação da membrana

1
Secagem após a maturação leva a membrana a um estado de gel
2
Embebição inicia a reorganização para a fase cristalina líquida
3
Em sementes vigorosas essa reorganização ocorre em minutos
4
Em sementes deterioradas a reorganização é lenta ou incompleta
5
Eletrólitos vazam do citoplasma quando a reorganização é incompleta
As duas linhas de defesa

Defesas antioxidantes da semente

En
Enzimático

Sistema enzimático

Superóxido dismutase, catalase e peroxidases neutralizam radicais antes do dano.

Não enzimático

Antioxidantes não enzimáticos

Tocoferol, ácido ascórbico, flavonoides e glutationa reforçam a defesa celular.

Ro
Radicais

Espécies reativas de oxigênio

Superóxido, peróxido de hidrogênio e radical hidroxila atacam membranas e DNA.

Bioquímica

Defesas antioxidantes

Equilíbrio e desequilíbrio do sistema antioxidante da semente.
Equilíbrio e desequilíbrio do sistema antioxidante da semente.
Fonte: Krzyzanowski et al. — Deterioração e Vigor da Semente
A reserva que sustenta o arranque

Reservas químicas e minerais

FraçãoPapel no vigor
ProteínasFonte de aminoácidos para as enzimas da germinação
Carboidratos solúveisSacarose dá energia; rafinose protege a semente seca
MineraisZinco, manganês e ferro são cofatores antioxidantes
NitrogênioN em excesso atrasa a maturação da semente
Composição

Reservas e vigor

Grão de cevada: reservas químicas e minerais ligadas ao vigor.
Grão de cevada: reservas químicas e minerais ligadas ao vigor.
Fonte: 16
A composição decide a rota de deterioração

Soja e cereais amiláceos

Soja

37% a 45% de proteína17% a 22% de lipídiosMais suscetível à peroxidação

Ácidos graxos poli-insaturados, como linoleico e linolênico, reagem mais fácil com oxigênio.

Milho e trigo

Perfil amiláceoAçúcares redutores como via principalMenos suscetíveis à peroxidação

Mecanismo degenerativo diferente do da soja.

O vigor se decide antes da colheita

Enchimento e maturação do vigor

FaseFatorEfeito
EnchimentoDéficit hídrico e calor acima de 30°CSementes menores e enrugadas
EnchimentoExcesso hídrico pré-colheitaMaturação acelerada, mais microrganismos
MaturaçãoColheita antecipadaSemente imatura, menor massa seca
MaturaçãoPercevejo em sojaNecrose por Nematospora coryli
Planta-mãe e pós-colheita

Onde o vigor se decide

Planta-mãe

Nutrição mineral variávelPosição na vagem ou espigaFotoassimilados desiguais

Gera vigor diferencial já na origem da semente.

Pós-colheita

Dano mecânico na colheitaMicrotrincas no beneficiamentoDano latente e tardio

Nenhum manejo posterior recupera o vigor perdido.

Delouche e Baskin, 1973

Da maturidade fisiológica à morte

1
Maturidade fisiológica: máximo vigor da semente
2
Desestruturação de membranas celulares
3
Peroxidação lipídica reduz fluidez e aumenta permeabilidade
4
Declínio da velocidade de germinação
5
Morte de tecidos meristemáticos e colapso germinativo
Deterioração

Da maturidade à morte

Sequência de eventos da deterioração, da maturidade à morte.
Sequência de eventos da deterioração, da maturidade à morte.
Fonte: Krzyzanowski et al. — Deterioração e Vigor da Semente
Delouche, 1979

Três atributos da deterioração

In
Sem escapatória

Inexorabilidade

A deterioração não pode ser evitada, apenas retardada pelo manejo.

Ir
Sem retorno

Irreversibilidade

Uma vez instalada, nenhum tratamento restaura a qualidade fisiológica anterior.

Va
Sem regra única

Variabilidade

Velocidade e intensidade diferem entre espécies, lotes e sementes do mesmo lote.

Ebone et al., 2019

Três fases da deterioração

FaseO que ocorre
Fase 1Reações oxidativas leves; só o vigor detecta
Fase 2Peroxidação intensa; lixiviação de solutos
Fase 3Colapso mitocondrial; germinação cai
Deterioração

Três fases da deterioração

As fases da deterioração das sementes desde a maturidade fisiológica.
As fases da deterioração das sementes desde a maturidade fisiológica.
Fonte: Krzyzanowski et al. — Deterioração e Vigor da Semente
A irreversibilidade em prática

Por que não há retorno

Se
Sem retorno

Sem restauração pós-colheita

Nenhum procedimento repara membranas peroxidadas ou DNA degradado.

Re
Única ação

Retardar é a única saída

A tecnologia de sementes atua sobre temperatura e teor de água, nunca sobre recuperação.

Em
No campo

Emergência comprometida

Vigor reduzido gera emergência lenta, desuniforme e, em casos avançados, incompleta.

A deterioração não espera o boletim

Envelhecimento e queda da respiração

Dias de envelhecimentoGerminação (%)Respiração (µL O₂/g/h)
0100230
299140
481100
7090
Soja; Parrish e Leopold, 1978, apud Marcos Filho, 2005.
Duas variáveis, um prazo

A regra de Harrington

1 ponto %
de queda no teor de água dobra o prazo seguro de armazenamento
5,5°C
de queda na temperatura também dobra o prazo seguro
Quanto tempo o lote aguenta

Soma de UR% e temperatura

Período desejadoSoma máxima UR% + T°C
8 a 10 mesesAté 80
12 a 18 meses65 a 70
3 a 5 anosAté 55
5 a 15 anosAté 45
Delouche et al., 1973.
Duas variáveis a mais no armazenamento

Embalagem e qualidade inicial

Em
Barreira

Embalagem

Permeabilidade ao vapor de água e ao oxigênio define o vigor residual final.

Qi
Ponto de partida

Qualidade inicial

Lotes que chegam com alto vigor mantêm qualidade por mais tempo nas mesmas condições.

Co
Prioridade

Controle preferencial

Marcos Filho, 2005: controlar a umidade é preferível a controlar a temperatura.

Quatro janelas para o mesmo vigor

Classificação de McDonald, 1975

CategoriaPrincípio
FísicosTamanho, massa, densidade, raios X
FisiológicosContagem, IVG, comprimento de plântula
BioquímicosTetrazólio, condutividade, potássio
Resistência a estresseEnvelhecimento acelerado, teste de frio, deterioração controlada
Nenhum teste vê o todo

Vigor exige mais de um teste

AOSA e ISTA recomendam combinar dois ou três testes de princípios distintos antes de decisão sobre lotes intermediários.
Estresse controlado em minicâmara

Envelhecimento acelerado em três culturas

CulturaTemperaturaPeríodoUmidade final
Soja41°C72 h27 a 30%
Milho45°C72 h26 a 29%
Feijão41°C72 h28 a 30%
McDonald e Phaneendranath, 1978.
Controle de qualidade do próprio teste

Por que repetir o teste

Um
Controle

Umidade fora da faixa

Invalida a comparação; o teste precisa ser repetido com nova amostra.

In
Padronização

Intensidade do estresse

A faixa de umidade final garante estresse equivalente entre os lotes testados.

Co
Validade

Mesma condição sempre

Só é válido comparar lotes testados sob temperatura e período idênticos.

Mesma câmara, culturas diferentes

Envelhecimento acelerado em trigo e sorgo

CulturaTemperaturaPeríodoUmidade final
Trigo41°C72 h28 a 30%
Sorgo43°C72 h28 a 30%
McDonald e Phaneendranath, 1978.
Nem toda semente aguenta o mesmo estresse

Envelhecimento acelerado convencional e salino

Água pura

Umidade relativa próxima de 100%Estresse mais severoAbsorção elevada de água

Protocolo convencional de McDonald e Phaneendranath.

Solução salina saturada

Cloreto de potássio, 87%Cloreto de sódio, 76%Brometo de sódio, 55%

Reduz a captação de água e controla microrganismos; teor final próximo ao do armazenamento.

Simulando o solo real

Teste de frio para o milho

Su
Milho

Substrato não estéril

Simula o solo real, sem esterilização, com alto teor de água.

Te
10 a 15°C

Temperatura baixa

Reproduz o solo frio típico da semeadura do milho safrinha.

Ob
AOSA

Método preferencial

Recomendado pela AOSA como referência de vigor para o milho.

Powell, 1995

Deterioração controlada

1
Sementes expostas a alta temperatura e alta umidade por período determinado
2
Protocolo próprio de padronização da condição imposta
3
Germinação avaliada logo depois da exposição ao estresse
4
Lotes de menor vigor perdem germinação mais cedo na curva
O que vaza da membrana

Teste de condutividade elétrica

Pr
Fick e Hibbard, 1925

Princípio

Membranas deterioradas liberam mais eletrólitos na água de embebição.

Me
Método de massa

Protocolo

Quatro repetições de 50 sementes, 24 horas a 25°C, leitura em condutivímetro.

Li
Ponto fraco

Limitação

Avalia só o momento presente; não simula deterioração futura do lote.

Teste de vigor

Condutividade elétrica

Condutividade elétrica do exsudato como indicador de vigor.
Condutividade elétrica do exsudato como indicador de vigor.
Fonte: Embrapa Soja — Documentos, 380
Nem toda espécie tem padrão

Limites de leitura por espécie

Ervilha

Valores publicados e testadosFaixas com base experimentalReferência específica e válida

Matthews e Powell, 1981.

Soja e milho

Sem faixas universaisÍndices internos por empresaPadrão de ervilha não serve

Cada empresa usa correlação própria com a emergência a campo.

Só validado para uma espécie

Condutividade elétrica em ervilha

Condutividade (µS·cm⁻¹·g⁻¹)Interpretação
Até 25Alto vigor, sem indicativo de problema
25 a 29Risco sob condições adversas
30 a 43Não recomendado para semeadura precoce
Acima de 43Lote impróprio para semeadura
Matthews e Powell, 1981; valores específicos para ervilha.
O que a cor do formazan diz

Princípio do teste de tetrazólio

So
Solução

Sal de tetrazólio

Solução incolor de cloreto ou brometo de trifenil tetrazólio embebe a semente.

Fo
Reação

Formazan vermelho

Células vivas reduzem o sal a formazan, composto vermelho e estável.

Lo
Diagnóstico

Localização do dano

A distribuição da cor revela tipo, causa e extensão do comprometimento.

A cor que revela o dano

Classes de tetrazólio para soja

ClassesInterpretação
1 e 2Sementes viáveis de alto vigor
3Vigor intermediário
4 e 5Viáveis, mas com vigor comprometido
6 a 8Sementes não viáveis
Embrapa Soja, 1988; soma de 1 a 3 expressa o vigor e de 1 a 5 a viabilidade do lote.
RAS 2025, passo a passo

Protocolo do tetrazólio

Am
Amostra

Amostra de trabalho

200 sementes da porção pura, em repetições de 25, 50 ou 100.

Pr
Preparo

Pré-umedecimento

Lento sobre papel para soja e sementes secas, ou embebição direta em água.

Av
Leitura

Avaliação individual

Ao estereomicroscópio, com aumento de 5 a 10 vezes, sob iluminação.

Rapidez com custo de subjetividade

Vantagem e limitação do tetrazólio

Vantagem

Resultado em 24 horasDiagnostica a causaLocaliza o comprometimento

Redutível ao mesmo dia com pré-condicionamento.

Limitação

Exige analista treinadoLeitura é subjetivaDifícil de automatizar

Principal barreira ao uso como rotina automatizada.

Os testes mais simples de conduzir

Testes de desempenho de plântulas

Sem custo extra

Primeira contagem

Percentual de plântulas normais na data prevista para a primeira avaliação.

IV
Maguire, 1962

Índice de velocidade

Soma de plântulas normais por data de avaliação, dividida pelos dias decorridos.

Co
Reservas

Comprimento e massa seca

Plântulas maiores mobilizaram reservas com mais eficiência.

O teste mais próximo do campo real

Índice de velocidade de emergência

5,15
índice calculado com 45 plântulas emergidas entre o 5º e o 11º dia
21 ou 28 dias
prazo padrão de avaliação da emergência em campo
Do laboratório ao solo real

Emergência em campo e em canteiro

Em
Peske, 2006

Emergência em campo

Quatro repetições de 50 sementes; avaliação aos 21 ou 28 dias.

Ca
Aprosoja MT

Emergência em canteiro

Alternativa prática de campo, sem laboratório, para soja e milho.

Va
Referência

Parâmetro de validação

É o teste mais próximo do uso real da semente, validando os demais.

Teste de vigor

Emergência em canteiro

Plântulas de soja avaliadas em canteiro.
Plântulas de soja avaliadas em canteiro.
Fonte: Aprosoja — Programa Semente Forte
Comparar certo, decidir certo

Vigor não é escala absoluta

Comparação válida

Mesma espécie e testeMesmas condições de execuçãoLote de referência conhecido

Só assim o número ganha sentido.

Comparação inválida

Testes de princípios diferentesEspécies diferentesProtocolos distintos

Compromete qualquer conclusão sobre o lote.

O padrão que valida o próprio teste

Padrões da amostra testemunha

70 a 80%
de vigor exigido na testemunha, tanto para milho quanto para soja
95%
germinação mínima da testemunha de milho no teste de frio
90%
germinação mínima da testemunha de soja no envelhecimento acelerado
Do laudo à decisão

O caminho do laudo de vigor

1
Laudo recebido; germinação precisa estar acima do padrão mínimo
2
Testes de vigor conduzidos com princípios distintos
3
Lotes ranqueados entre alto, médio e baixo vigor
4
Alto vigor autoriza semeadura precoce e condições adversas
5
Baixo vigor exige ajuste de densidade ou descarte
Onde a análise vira valor

Comunicar o laudo ao produtor

Tr
Tradução

Traduzir o número

Um percentual isolado não significa nada sem explicação prática ao produtor.

De
Responsabilidade

Papel do agrônomo

Converter o laudo em decisão de densidade, época e uso é função técnica.

La
Valor real

Laudo bem explicado

Um laudo bem feito e mal explicado não evita nenhum prejuízo ao produtor.

Vigor vira dose de semeadura

Ajuste de densidade por vigor

FórmulaSementes por metro = (população-alvo × espaçamento ÷ 10.000 ÷ germinação) × correção de vigor
Com os dados reais(300.000 × 0,5 ÷ 10.000 ÷ 0,80) × 1,15 = 18,75 × 1,15
População-alvo: 300.000 plantas/haGerminação do lote: 80%Correção por baixo vigor: 15%, Scheeren, 2002
Resultado22sementes por metro
Do cálculo de Peske, 2006

Sementes por metro por condição

Condição do loteSementes por metro
Germinação de 100%15 sementes por metro
Germinação de 80%19 sementes por metro
Germinação de 80% com baixo vigorCerca de 22 sementes por metro
Onde o vigor vira decisão de campo

Vigor na decisão de semeadura

De
Scheeren, 2002

Correção de densidade

Lotes de baixo vigor exigem cerca de 15% mais sementes por metro.

Ép
Interação

Época de semeadura

Baixa temperatura é o principal estresse à emergência de soja e milho.

Pr
Distância maior

Profundidade de semeadura

Baixo vigor sustenta pior a emergência quanto maior a profundidade.

O vigor aparece no rendimento

Ganhos documentados de produtividade

10%
de ganho máximo registrado pela Embrapa Soja com sementes de alto vigor
9%
de diferença medida por Scheeren, 2002, entre alto e baixo vigor
40 a 50%
de diferença medida por Cervieri Filho, 2005, em três cultivares
Vigor certo, janela certa

Destinação de lotes por vigor

Alto vigor

Regiões de clima mais variávelPeríodos de maior risco climáticoSemeadura nas bordas da janela

Prática de empresas de sementes do Centro-Oeste.

Baixo e médio vigor

Regiões de clima mais estávelPeríodo próximo ao ponto ótimoCumpre bem a função

Falha justamente nas bordas da janela de semeadura.

Cada cultura, seu ponto fraco

Vigor por espécie e teste indicado

EspéciePonto críticoTeste indicado
MilhoDano mecânico no embrião e sensibilidade ao frioTeste de frio
SojaTegumento frágil e lipídios insaturadosEnvelhecimento acelerado
TrigoAcúmulo de açúcares redutoresTetrazólio
FeijãoDano mecânico e de embebiçãoTetrazólio e envelhecimento acelerado
Teste de vigor

Tetrazólio e emergência

Relação entre vigor por tetrazólio e emergência em campo.
Relação entre vigor por tetrazólio e emergência em campo.
Fonte: Embrapa Soja — Documentos, 380
O caso particular do arroz

Dormência que engana o laudo

Ma
35 dias

Maturação fisiológica

Ocorre cerca de 35 dias após a floração, com teor de água próximo de 32%.

Do
Fenólicos

Dormência por compostos fenólicos

Restringem a entrada de oxigênio ao embrião e reduzem o poder germinativo.

Su
Armazenamento

Germinação sobe depois

Tende a aumentar naturalmente ao longo de seis a sete meses de armazenamento.

?
Retome a pergunta
Por que lotes de sementes com a mesma germinação apresentam desempenhos diferentes?
Responda agora com o que você viu na aula.
Encerramento
O vigor transforma um boletim de germinação em uma decisão real de densidade, época e uso do lote.