Unidade I · Uso Responsável de Produtos Fitossanitários

Por que a eficácia de um produto fitossanitário depende tanto de como ele é aplicado quanto do que ele é?

Aula 01. Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
O que diferencia um agrônomo que apenas recomenda um produto de um agrônomo que recomenda uma aplicação?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Reconhecer o peso da aplicação

Tratar a tecnologia de aplicação como fator tão determinante quanto a escolha do produto.

02

Mapear as etapas

Identificar o processo de aplicação, do produto até a gota depositada no alvo.

03

Situar o agrônomo

Posicionar o papel técnico na recomendação e na supervisão da operação.

O caminho desta aula

Seis blocos, um argumento só

A O que a disciplina resolveB Como chegamos até aquiC A cadeia da aplicaçãoD O mercado brasileiroE O que se espera do agrônomoF Para onde a técnica caminha
A pergunta de abertura só se responde depois de percorrer os seis.
Bloco A · O que a disciplina resolve

O produto não é o problema

“
A tecnologia de aplicação não trata do produto, mas de como o produto chega ao alvo.
O problema que abre a disciplina

Aplicar não é derramar sobre a planta

+50%
do ingrediente ativo costuma nunca chegar ao alvo
4 erros
equipamento, ponta, pressão e clima desfavorável
1 alvo
o motivo real da operação, muitas vezes não atingido
Produtividade potencial da lavoura

Fatores que reduzem a produtividade

Os fatores definidores fixam a produtividade potencial, os limitantes derrubam para a alcançável e pragas, doenças e plantas daninhas reduzem até a produtividade atual.
Os fatores definidores fixam a produtividade potencial, os limitantes derrubam para a alcançável e pragas, doenças e plantas daninhas reduzem até a produtividade atual.
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
Conceito

Tecnologia de aplicação

“
Conjunto de conhecimentos científicos que garante a correta colocação de um produto biologicamente ativo sobre o alvo, na quantidade necessária, de forma eficiente e com o mínimo de contaminação de áreas não pretendidas.
O conceito, por Matuo (1990)

Quatro condições amarradas juntas

01
Onde

Colocação correta

O produto biologicamente ativo depositado sobre o alvo certo.

02
Quanto

Quantidade necessária

O suficiente para o controle, sem excesso que invalida a operação.

03
Como

Economia e mínimo dano

Aplicação eficiente, com o mínimo de contaminação de outras áreas.

Duas definições clássicas

Do foco no produto ao foco no sistema

Matuo (1990)

Colocação corretaQuantidade necessáriaMínima contaminação

Centrada na correta colocação do produto ativo sobre o alvo.

Antuniassi (2019)

Formulação e adjuvanteProcesso e ambienteBoas práticas

Integra produto, pulverização, alvo e ambiente numa aplicação responsável.

Visão sistêmica

Elementos integrados da aplicação

Defensivo, formulação, adjuvante, processo, alvo e ambiente integrados numa aplicação responsável.
Defensivo, formulação, adjuvante, processo, alvo e ambiente integrados numa aplicação responsável.
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Conceito · Combellack (1981)

Eficiência da aplicação

“
Eficiência da aplicação é a razão entre a dose que o controle exige e a dose que a operação entrega.
Por que é difícil de ensinar

Um campo essencialmente multidisciplinar

En
Máquina

Engenharia e física

Equipamento, hidráulica e a formação e trajetória da gota.

Ag
Planta

Agronomia

Alvo biológico, fisiologia vegetal e manejo fitossanitário.

Qm
Calda

Química

Formulação, adjuvante e estabilidade da mistura no tanque.

Mt
Ambiente

Clima e segurança

Meteorologia, toxicologia e, cada vez mais, ciência de dados.

Primeira aproximação · detalhada na Aula 09

O tamanho da gota decide o risco

Gota menor

Mais partículasMais chance de atingirMais vulnerável

Mais gotas por hectare ampliam a chance de alcançar o alvo.

Gota maior

Menos derivaMenos evaporaçãoMenos partículas

Ganha estabilidade no ar, mas reduz o número de gotas disponíveis.

Dado experimental

Gotas finas e risco de deriva

Quanto maior o percentual de gotas menores que 100 µm, maior o risco de deriva.
Quanto maior o percentual de gotas menores que 100 µm, maior o risco de deriva.
Fonte: TECNOLOGIA
Por que a técnica importa

Produtividade e sustentabilidade juntas

Pe
Economia

Menos perda

Produto que chega ao alvo é produto que não é desperdiçado.

Re
Manejo

Menos resistência

Depósito correto no alvo reduz a pressão de seleção de biótipos.

Am
Ambiente

Menos resíduo

Menor contaminação de área não alvo e de manancial.

In
Integração

Biológico e químico

A mesma lavoura combina bioinsumo e defensivo na dose certa.

Dado de monitoramento (Anvisa)

Resíduos de agrotóxicos em alimentos

Gráfico de barras com ícones mostrando o percentual de amostras de alimentos com resíduos de agrotóxicos, por tipo de alimento, segundo dados da Anvisa.
Gráfico de barras com ícones mostrando o percentual de amostras de alimentos com resíduos de agrotóxicos, por tipo de alimento, segundo dados da Anvisa.
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
Bloco B · Como chegamos até aqui

Cento e cinquenta anos de equipamento

“
Cada fase da agricultura produziu uma lógica própria de proteção de plantas, e a tecnologia de aplicação mudou de cara junto com ela.
Antes da molécula sintética

Do pano ao primeiro equipamento

1
Até 1868, tratamento manual com pano, escova e regador
2
Entre 1867 e 1900, tanques sobre rodas e bombas manuais
3
Em 1896, três tipos de ponta já descritos
4
Jato em leque, jato de impacto e jato cônico
O nascimento da aviação agrícola

Marcos da pulverização aérea

1911
patente de Zimmermann para controle em florestas
1921
primeira aplicação de fato, nos Estados Unidos
1947
primeiro voo agrícola no Brasil, em Pelotas
A evolução do equipamento nacional

A linha do tempo da Jacto

1
1948, polvilhadora PJC formava nuvem ao redor do operador
2
Costal líquido PJH, de latão até então
3
1964, virada do latão para o polietileno
4
1972, pulverizador de tração animal com motor traseiro
Uma convenção didática, não formal

Da Agricultura 1.0 à 5.0

FaseLógica de manejoLimitação principal
Ag 1.0 até ~1950Reativo, empírico, substâncias naturaisSem uniformidade nem controle de dose
Ag 2.0 1950 a 1990Preventivo, pacote químico de largo espectroCalibração por volume, deriva, resistência
Ag 3.0 1990 a 2010Sítio-específico, monitoramento georreferenciadoCusto elevado, integração limitada
Ag 4.0 2010 a 2020Data-driven, decisão em tempo realConectividade rural insuficiente
Ag 5.0 2020 em dianteHumanocêntrico, integrado, sustentávelMarcos regulatórios, acesso desigual
As fronteiras entre fases são graduais, não uma taxonomia formal reconhecida por FAO ou ISO.
As três fases mais recentes

Do GPS à inteligência embarcada

3
1990 a 2010

Georreferenciamento

GPS civil abre a taxa variável dentro do mesmo talhão.

4
2010 a 2020

Conectividade

Sensores, drones e modulação por pulso com gota constante.

5
2020 em diante

IA embarcada

Máquina decide dentro de parâmetros definidos pelo técnico.

A virada conceitual da calibração

Calibrar por volume ou por depósito

Lógica da Ag 2.0

Quanto mais melhorVolume por hectareGota fina

Calibra pelo líquido aplicado, sem saber quanto chega ao alvo.

Lógica da Ag 4.0 e 5.0

Depósito no alvoCobertura medidaPerda controlada

Calibra pelo que efetivamente se deposita sobre o alvo biológico.

Depósito no alvo

Cobertura medida com pigmento fluorescente

Cobertura de pulverização em alvo natural com pigmento fluorescente.
Cobertura de pulverização em alvo natural com pigmento fluorescente.
Fonte: TECNOLOGIA
O que o Cerrado revela

O gargalo nunca foi a tecnologia

“
As cinco fases convivem no mesmo estado; o limite real sempre foi o custo de acesso e a capacitação técnica.
Bloco C · A cadeia da aplicação

Sete elos, sete modos de falhar

“
Entre o produto formulado e o efeito de controle existem etapas encadeadas, e cada uma falha por um motivo diferente, sem que a seguinte compense a perda.
A cadeia que organiza o semestre inteiro

Do produto formulado ao alvo

1
Preparo da calda no tanque
2
Formação da gota na ponta de pulverização
3
Transporte da gota até o alvo
4
Impacto, deposição e penetração do ativo
5
Persistência do produto sobre o alvo
Cada elo é uma aula do semestre

Onde a disciplina aprofunda cada etapa

Etapa da cadeiaOnde se aprofunda
Produto formuladoAulas 02 e 05 · nomenclatura, registro e formulações
Preparo da caldaAulas 06, 07 e 08 · água, adjuvante e mistura em tanque
Formação da gotaAulas 09 e 12 · espectro e pontas, terrestre e aéreo
Transporte até o alvoAula 04 · deriva e janela climática
Impacto e deposiçãoAulas 10 e 11 · regulagem, calibração e otimização
Penetração do ativoAulas 05 e 07 · formulação e adjuvante
Persistência no alvoAula 03 · toxicologia, resíduo e reentrada
Nenhuma aula desta disciplina é assunto solto: cada uma cobre um elo desta cadeia.
Quatro rupturas mais frequentes

Onde a cadeia se rompe

Ca
Tanque

Calda mal preparada

Ordem de mistura ou água ruim comprometem tudo desde o início.

Go
Ponta

Gota fora do espectro

Ponta ou pressão erradas geram gota fina ou grossa demais.

De
Ar

Deriva pelo vento

A gota sai do talhão antes de chegar ao alvo pretendido.

Do
Dossel

Barreira de folhas

Dossel fechado impede a gota de atingir o terço inferior.

Padrão ASABE

VMD da gota conforme a pressão

Diâmetros medianos volumétricos (VMD) das gotas em função da pressão de trabalho (ASABE S572.1, 2009).
Diâmetros medianos volumétricos (VMD) das gotas em função da pressão de trabalho (ASABE S572.1, 2009).
Fonte: Tecnologia de aplicação de pesticidas
A perda tem tamanho medido

Meio produto perdido no ar

~50%
perda de volume em pulverização aérea de herbicida
Alvo
metade nunca chega ao problema que motivou a operação
Custo
produto, ambiente e resistência pagam a conta
Medição de gotas

Padrões de tamanho das gotas

Tamanho (VMD) e densidade de gotas de pulverização, medidos pelo programa Gotas (Embrapa).
Tamanho (VMD) e densidade de gotas de pulverização, medidos pelo programa Gotas (Embrapa).
Fonte: MANUAL
Estudo com algodão

A gota não desce até o chão

Terço do dosselDeposição médiaLeitura técnica
Apical45%Recebe a maior parte do que é aplicado
Mediano18%A deposição já cai por interceptação das folhas
Basal7%Terço inferior quase desprotegido pela barreira do dossel
A queda é consequência de como a gota se forma e de como o dossel se estrutura.
A tríade indissociável

Eficácia e segurança não se opõem

Percepção equivocada

Controlar maisArriscar maisObjetivos em tensão

Como se ganhar eficácia exigisse abrir mão da segurança.

Realidade técnica

Mesma condiçãoMesma falhaToxicidade mascara

Gota fina em vento e calor derruba a eficácia e eleva a deriva ao mesmo tempo.

Bloco D · O mercado brasileiro

O que a manchete não conta

“
O Brasil não é o maior consumidor de defensivos do mundo por unidade de área, por mais que a manchete costume dizer isso.
Ler a manchete com cuidado

Maior consumidor mundial?

1
Valor total

Destaque global

Pelo valor comercializado, o país ocupa posição de destaque.

7
Por área

Sétima posição

Em ativo por hectare cultivado, atrás de Europa e Japão.

13
Por tonelada

Décima terceira

Em ativo por tonelada produzida, cai ainda mais na lista.

Mercado brasileiro em 2024

Área sobe, valor cai

+2 bi ha
potencial de área tratada, alta de 9,2%
US$ 18 bi
valor de mercado, queda de 10,3% no ano
+10,3%
volume de ingredientes ativos, em alta
Kynetec e Sindiveg, 2024

Participação por classe de produto

Classe de produtoParticipação no volume tratado
Herbicidas45 a 55%
Inseticidas~26%
Fungicidas~20%
Nematicidas, acaricidas e tratamento de sementes1 a 9%
Herbicidas lideram em qualquer metodologia, reflexo da dessecação e da distribuição de plantas daninhas.
O peso do Cerrado

Mato Grosso concentra mercado

28%
MT e RO no valor de defensivos do Brasil
33,4%
MT no volume nacional de bioinsumo
Convive
químico e biológico na mesma lavoura, em escala
Kynetec e Sindiveg, 2024

Participação por cultura tratada

CulturaParticipação na área tratada
Soja55 a 56%
Milho16 a 17%
Algodão8%
Pastagem5%
Cana-de-açúcar4%
Trigo, feijão, hortifrúti e outros~12%
A distribuição acompanha a matriz agrícola nacional, entre grão, fibra e bioenergia.
Calendário agrícola do Cerrado

Sucessão de cultivos no calendário

Fotos de campo mostrando a sucessão de cultivos: soja no verão, milho safrinha (2ª safra) e pousio ao longo do calendário agrícola.
Fotos de campo mostrando a sucessão de cultivos: soja no verão, milho safrinha (2ª safra) e pousio ao longo do calendário agrícola.
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
A curva que cresce mais rápido

O avanço do bioinsumo

+15%
valor na safra 2023/24 ante a anterior
21%/ano
taxa média dos últimos três anos
US$ 45 bi
projeção do mercado global até 2032
Um engano comum

Biológico não é aplicação simples

Percepção

Produto naturalMenos cuidadoRegulagem qualquer

Como se o bioinsumo dispensasse critério de aplicação.

Realidade

Temperatura da caldaTempo de usoFaixa estreita de pH

Exige regulagem própria e compatibilidade tão restritiva quanto o químico.

Uma posição sobre o tema

O erro mais caro do recém-formado

“
Tratar bioinsumo como aplicação mais simples, justamente onde está a maior escala de aplicação do país.
Bloco E · O que se espera do agrônomo

Assinar é assumir a operação

“
Recomendar um produto é diferente de recomendar uma aplicação, e essa diferença raramente aparece com clareza na formação profissional.
A responsabilidade técnica em três tempos

Antes, durante e depois

1
Antes, escolher produto, definir dose e taxa, emitir a receita completa
2
Durante, supervisionar o clima, calibrar e conferir o EPI
3
Depois, avaliar a eficácia e orientar o intervalo de segurança
Quando o controle falha

Onde investigar a falha

Pr
Escolha

No produto

Molécula inadequada ao alvo ou ao mecanismo de ação exigido.

Do
Quantidade

Na dose

Subdose que não atinge o nível de controle necessário.

Ap
Operação

Na aplicação

Depósito insuficiente por regulagem, ponta ou condição de campo.

Al
Biologia

No próprio alvo

Resistência ou estádio pouco suscetível do organismo.

Média de 15 experimentos · safra 2022/2023

O melhor programa controla 75%

O melhor tratamento fungicida baixou a severidade de 37,8% na testemunha para 9,3% e controlou 75% das doenças de final de ciclo.
O melhor tratamento fungicida baixou a severidade de 37,8% na testemunha para 9,3% e controlou 75% das doenças de final de ciclo.
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
O que uma receita precisa ter

Receita completa ou incompleta

Tecnicamente incompleta

ProdutoDoseCultura

Registra o que aplicar, mas não como a operação será conduzida.

Tecnicamente completa

Equipamento e pontaTaxa e janela climáticaProcedimento de EPI

Especifica a operação inteira que efetivamente entrega o controle.

A moldura legal vigente

O que a lei exige do agrônomo

Le
Marco legal

Lei 14.785/2023

Novo marco dos agrotóxicos atribui a receita ao engenheiro agrônomo.

IN
Regra complementar

IN MAPA/SDA 40/2018

Rótulo e bula integram a receita quando há mistura em tanque.

So
Consequência

Responsabilidade solidária

Dano ambiental ou a terceiros recai sobre quem decidiu aplicar.

A diferença que a aula persegue

Recomendar produto ou aplicação

Recomenda um produto

Cumpre o formalAssina o receituárioRegistra no papel

Atende à exigência mínima do receituário agronômico.

Recomenda uma aplicação

Assume a operaçãoSupervisiona o campoResponde pelo todo

Responde pela operação inteira, com todas as consequências técnicas e civis.

Bloco F · Para onde a técnica caminha

A curva agora aponta para baixo

“
A tendência mais forte hoje não é aplicar com mais precisão, é aplicar menos, com a mesma eficácia.
Quatro frentes simultâneas

Tendências da tecnologia de aplicação

Vc
Volume

Menos calda

Redução do volume por hectare com gota maior contra deriva.

Ss
Sensor

Pulverização seletiva

Sensor óptico aplica só onde reconhece o alvo.

Dr
Aeronave

Drones

Crescimento acelerado após a regulamentação da ANAC e do MAPA.

Rs
Manejo

Resistência

Desafio permanente que a aplicação correta ajuda a conter.

Manejo integrado de pragas

Níveis de dano e controle

Gráfico de densidade populacional de praga ao longo do tempo, mostrando os níveis de dano econômico (NDE), de controle (NC) e de equilíbrio (NE).
Gráfico de densidade populacional de praga ao longo do tempo, mostrando os níveis de dano econômico (NDE), de controle (NC) e de equilíbrio (NE).
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
A aplicação como ferramenta de manejo

O depósito decide a resistência

Depósito correto

Estágio suscetívelDose no alvoMenos sobrevivência

Atinge o organismo quando ele é mais vulnerável ao produto.

Depósito inadequado

Subdose no alvoIndivíduo resistenteMais seleção

Favorece a sobrevivência dos biótipos menos suscetíveis.

Momento certo de aplicação

Curva de severidade e controle

Curva de severidade de doença ao longo do tempo, com as zonas de controle ideal, controle difícil e fora de controle.
Curva de severidade de doença ao longo do tempo, com as zonas de controle ideal, controle difícil e fora de controle.
Fonte: Introdução à Tecnologia de Aplicação
A pressão que vem por lei

Rastreabilidade deixa de ser opcional

14.785
a lei amplia a obrigação de rastreabilidade
Satélite
rastreabilidade de frota já existe tecnicamente
Digital
registro eletrônico da operação já disponível
O verdadeiro gargalo de adoção

Não é mais provar que funciona

Já resolvido

Eficácia demonstradaTecnologia maduraGanho comprovado

A demonstração técnica dessas tecnologias já está bem estabelecida.

Ainda em aberto

Custo do equipamentoConectividade ruralCapacitação desigual

O acesso segue desigual entre regiões e entre portes de propriedade.

Para voltar ao texto

Fontes desta aula

ReferênciaO que sustenta
Matuo (1990)Conceito de tecnologia de aplicação e suas quatro condições
Antuniassi e Boller (2019)Visão sistêmica: produto, pulverização, alvo e ambiente
Chaim (2009), EmbrapaManual de tecnologia de aplicação de agrotóxicos
Lei 14.785/2023 · IN 40/2018Receita agronômica e responsabilidade solidária
Kynetec e Sindiveg (2025)Panorama do mercado brasileiro em 2024
CropLife Brasil (2025)Adoção e crescimento dos bioinsumos
Texto de apoio completo da Aula 01 no site da disciplina.
O caminho que percorremos

A síntese da aula em cinco passos

1
Tecnologia de aplicação é o que separa o produto do resultado
2
A técnica evoluiu; o gargalo segue sendo custo e capacitação
3
A cadeia tem sete elos e cada um falha por um motivo próprio
4
Eficácia e segurança melhoram pela mesma decisão técnica
5
Quem assina a receita responde pela operação inteira
?
Retome a pergunta
O que diferencia um agrônomo que apenas recomenda um produto de um agrônomo que recomenda uma aplicação?
Responda agora com o que você viu na aula.
A resposta

Produto ou operação

“
Quem recomenda um produto entrega nome, dose e cultura. Quem recomenda uma aplicação define ainda equipamento, ponta, taxa, janela climática e segurança — e responde solidariamente pelo que a operação causar.
Encerramento
Quem assina a receita responde pela operação inteira, do tanque à gota depositada no alvo.