Unidade III · Aplicação Fitossanitária

Por que pulverizadores aparentemente parecidos produzem aplicações tão diferentes?

Aula 09. Pulverização Agrícola e Pulverizadores Terrestres
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
Que fatores, da gota ao equipamento, determinam a qualidade de uma pulverização terrestre?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Classificar gotas

Enquadrar o espectro nos padrões ASABE/ABNT e ligá-lo ao alvo e ao risco de deriva.

02

Selecionar equipamento

Escolher o pulverizador terrestre e a ponta adequados a cada operação.

03

Avaliar deposição

Julgar a qualidade da aplicação por cobertura e densidade de gotas.

Dois conceitos que não se confundem

Pulverizar não é aplicar

Pv
O processo

Pulverização

Transformação física do líquido em gotas na ponta.

Ap
O resultado

Aplicação

Deposição das gotas no alvo, no tamanho e densidade certos.

Di
O elo perdido

A diferença

Pulverizar sem aplicar bem é possível; o alvo é que decide.

Pulverizar x aplicar

Padrão de tamanho e densidade

Padrões de tamanho (VMD) e densidade de gotas, classificados pelo programa Gotas (Embrapa).
Padrões de tamanho (VMD) e densidade de gotas, classificados pelo programa Gotas (Embrapa).
Fonte: MANUAL
A energia que fraciona a calda

Cinco sistemas de fracionamento

SistemaPrincípio de fracionamentoGota / vazão típica
HidráulicoLíquido sob pressão atravessa o orifícioDepende da ponta
PneumáticoCorrente de ar quebra a calda por venturi90 a 100 µm; 10 a 15 L/ha
CentrífugoDisco ou gaiola em alta rotação60 a 70 µm; 0,5 a 2,0 L/ha
EletrostáticoGota carregada atraída pela planta0,2 a 2,0 L/ha
TérmicoGás quente arrasta o líquido15 a 50 µm, em suspensão
Na maioria das pontas do mercado, o sistema é hidráulico.
Sistema hidráulico

Jato de ponta hidráulica com ar

Jato de ponta de jato plano com indução de ar AIXR 11003 a 40 psi.
Jato de ponta de jato plano com indução de ar AIXR 11003 a 40 psi.
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Como descrever uma população de gotas

Quatro medidas do espectro

DV
Volume ao meio

DMV

Diâmetro que divide o volume pulverizado em duas metades iguais.

DN
Número ao meio

DMN

Divide o número de gotas; razão DMV/DMN perto de 1 indica espectro homogêneo.

AR
Homogeneidade

Amplitude relativa

Dispersão por DV0,1, DV0,5 e DV0,9; maior AR, espectro mais heterogêneo.

V1
Risco de deriva

V100

Percentual do volume formado por gotas menores que 100 µm.

Parâmetros do espectro

DMV e DMN no espectro

Estabelecimento dos parâmetros DMV e DMN dentro de um espectro de gotas pulverizadas.
Estabelecimento dos parâmetros DMV e DMN dentro de um espectro de gotas pulverizadas.
Fonte: Tecnologia de aplicação de pesticidas
Prever o efeito antes do ajuste

Cinco fatores mudam a gota

FatorEfeito sobre o tamanho de gotaDireção
Tipo de pontaCônico cheio gera as maiores gotasNão se aplica
VazãoMaior vazão, na mesma pressão, gota maiorDireta
PressãoMais pressão, gota menorInversa
Ângulo do jatoÂngulo maior, gota menorInversa
Propriedades do líquidoMais viscosidade e tensão, gota maiorDireta
Fatores do espectro

Modelo de ponta muda finos

V100 (gotas menores que 100 µm) em função do modelo de ponta, mesma vazão e cor.
V100 (gotas menores que 100 µm) em função do modelo de ponta, mesma vazão e cor.
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
A relação que mais confunde

Subir a pressão não aplica mais forte

Mais pressão fragmenta a lâmina, afina a gota e aumenta a fração que deriva.
No ar, a massa da gota governa

Comportamento da gota no ar

DiâmetroVelocidade terminalQueda de 3 mDeriva com vento 5 km/h
10 µm0,003 m/s17 minutos1.400 m
50 µm0,075 m/s40 s54 m
100 µm0,279 m/s11 s14,6 m
200 µm0,721 m/s4 s5,7 m
500 µm2,139 m/s1,4 s2,1 m
Gota de 100 µm anda quase 15 m na horizontal antes de cair.
Comportamento da gota

Tamanho de gota no dossel

Comportamento de diferentes tamanhos de gota no dossel; ideal é 100 a 300 micra.
Comportamento de diferentes tamanhos de gota no dossel; ideal é 100 a 300 micra.
Fonte: AGRO nômico
Quanto tempo a gota resiste no ar

Tempo de vida até evaporar

Fórmulat = d² ÷ (80 × ΔT)
Com os dados da lavoura100² ÷ (80 × 10)
Diâmetro da gota: 100 µmΔT (bulbo seco menos úmido): 10 °C
Resultado 12,5segundos
Tomate estaqueado, mesma dose de ativo

Volume alto não é deposição boa

0,12 µg/cm²
depósito do hidráulico com 1.000 L/ha
1,93 µg/cm²
depósito do eletrostático com 20 L/ha
16×
mais resíduo no alvo com 50× menos calda
Norma ASABE S572

Classes de gota: finas a médias

ClasseSímboloCorDMV aprox.Risco de deriva
Extremamente finaXFRoxa< 60 µmExtremamente alto
Muito finaVFVermelha60 a 145 µmMuito alto
FinaFLaranja145 a 225 µmAlto
MédiaMAmarela226 a 325 µmModerado
A cor identifica a classe de gota, não a vazão da ponta.
Classificação de gotas

Pontas de referência da classificação

Pontas de referência delimitam os limites entre classes de gota (MF a UG).
Pontas de referência delimitam os limites entre classes de gota (MF a UG).
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Cada tamanho ganha de um lado

Finas cobrem mais, grossas derivam menos

Gotas finas (VF a F)

Alta coberturaBoa penetraçãoAlta derivaEvaporam rápido

Janela climática estreita, com umidade alta e vento fraco.

Gotas grossas (C a VC)

Baixa derivaResistem à evaporaçãoMenor coberturaRisco de escorrimento

Janela ampla; adequadas a pré-emergência sobre palhada.

Risco de deriva

Gotas finas elevam risco de deriva

Percentual do volume em gotas menores que 100 µm; quanto maior, maior o risco de deriva.
Percentual do volume em gotas menores que 100 µm; quanto maior, maior o risco de deriva.
Fonte: TECNOLOGIA
Norma ASABE S572

Classes de gota: grossa a ultra grossa

ClasseSímboloCorDMV aprox.Risco de deriva
GrossaCAzul326 a 400 µmBaixo
Muito grossaVCVerde401 a 500 µmMuito baixo
Extremamente grossaXCBranca501 a 650 µmMuito baixo
Ultra grossaUCPreta> 650 µmMuito baixo
Para penetrar o dossel, reter a faixa de 100 a 300 µm.
Norma ASABE S572.1

DMV das gotas por pressão

DMV das gotas produzidas em relação à pressão de trabalho, segundo a ASABE S572.1.
DMV das gotas produzidas em relação à pressão de trabalho, segundo a ASABE S572.1.
Fonte: Tecnologia de aplicação de pesticidas
Por que gota fina cobre mais

Cobertura é número de impactos

FórmulaN ∝ Q ÷ d³
Com os dados da lavourareduzir o DMV à metade → (1/2)³ = 1/8
Q: taxa de aplicação constanted: diâmetro da gota
Resultado mais gotas/cm²
A biologia do alvo pede um tamanho

Gota ótima por alvo biológico

AlvoTamanho ótimo de gota
Insetos em voo10 a 15 µm
Insetos em folhagem30 a 50 µm
Cobertura de folhagens10 a 100 µm
Solo ou redução de deriva250 a 500 µm
Abaixo de 100 µm, deriva e evaporação superam o ganho teórico.
Três termos que não são sinônimos

Depositar, reter, cobrir

Dp
Quanto fica

Deposição

Quantidade de produto retida no alvo após a aplicação.

Rt
Se adere

Retenção foliar

Capacidade da gota permanecer na folha sem escorrer nem ricochetear.

Cb
Quanto atinge

Cobertura

Fração do alvo atingida, em percentual de área ou gotas/cm².

Deposição e cobertura

Coleta de gotas no alvo

Fluxo de ar e coleta de gotas em alvo de perfil não aerodinâmico.
Fluxo de ar e coleta de gotas em alvo de perfil não aerodinâmico.
Fonte: Capítulo 13 - Tecnologia de Aplicação
Aplicação terrestre a 100 L/ha

A cobertura despenca até a base

70 a 83%
cobertura na parte alta da planta
3 a 14%
cobertura na parte baixa da planta
Cônico vazio
a ponta de melhor penetração no dossel
Cobertura no dossel

Cobertura cai da copa à base

Cobertura nos terços superior, médio e inferior da soja, por classe de gota (G, M, F, MF).
Cobertura nos terços superior, médio e inferior da soja, por classe de gota (G, M, F, MF).
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Planejar cobertura pela densidade

Densidade, cobertura e DMV

Densidade (gotas/cm²)CoberturaDMV aprox.
8510%250 µm
7020%275 µm
6030%300 µm
5540%312 µm
4050%325 µm
Recobrir 20 a 30% já basta na maioria dos tratamentos.
Contra a prática de encharcar

Encharcar a folha não melhora o controle

Recobrir 20 a 30% já basta; molhar até escorrer só desperdiça produto.
Os três que dominam grãos e fibras

Costal, tratorizado, autopropelido

Co
Áreas pequenas

Costal

Tanque de 10 a 20 L; a uniformidade depende do operador.

Tr
Médio porte

Tratorizado de barra

Acionado pela tomada de força; pontas a 0,35 a 0,50 m.

Au
Grande escala

Autopropelido

Motor próprio, controle eletrônico e barra assistida por ar.

O porte define a capacidade

Comparação dos pulverizadores

CaracterísticaCostalTratorizadoAutopropelido
Tanque10 a 20 L400 a 2.000 L1.500 a 5.000 L
Largura de trabalho1 a 2 maté cerca de 28 m24 a 42 m
Capacidade operacionalMuito baixaMédiaAlta a muito alta
Controle de pressãoDepende do operadorMecânico ou eletrônicoEletrônico com fluxômetro
Uso principalBordas e áreas pequenasLavouras diversasGrande escala
Do tanque à ponta

O caminho da calda

1
Tanque com agitação contínua
2
Filtro de sucção e bomba
3
Regulador de pressão e manômetro
4
Filtros de linha e de seção
5
Ponta de pulverização
Por que há tantos filtros

Quatro funções ao mesmo tempo

Un
Uniformidade

Vazão constante

Impede que ponta entupida altere a vazão em posições da barra.

Op
Capacidade

Menos paradas

Reduz a parada para desentupir durante a operação.

Sg
Segurança

Menos contato

Diminui o contato com pontas entupidas e calda contaminada.

Dr
Durabilidade

Menos abrasão

Retém areia e impurezas que desgastam o orifício da ponta.

Vocabulário técnico correto

Bico é o conjunto; ponta forma a gota

Bico

CorpoFiltro individualPontaCapa

O conjunto montado no fim do circuito, sobre a barra.

Ponta de pulverização

Orifício calibradoFragmenta a caldaDefine o espectro

Componente terminal que gera as gotas; o termo correto na disciplina.

Anatomia do bico

Componentes do bico leque

Bico leque com orifício elíptico: corpo, filtro, ponta e capa identificados.
Bico leque com orifício elíptico: corpo, filtro, ponta e capa identificados.
Fonte: Capítulo 13 - Tecnologia de Aplicação
Leque simétrico para área total

Pontas de jato plano

TipoEspectroPressãoUso principal
Convencional (XR, UF)Fina a média1 a 4 barClima favorável, área total
Pré-orifício ou turbo (TT, DG)Média a grossa1 a 5 barHerbicidas sistêmicos
Indução de ar (AI, AIXR, TTI)Grossa a extrem. grossa2 a 8 barClima adverso, baixa deriva
Duplo (TJ, ADI)Muito fina a grossa1 a 5 barAlvo na face inferior
Defletor ou impacto (TK)Grossa a extrem. grossa1 a 6 barPré-emergentes e bordaduras
Equipamento

Pontas de jato plano defletor

Pontas de jato plano defletor, modelos TK e TF, da Spraying Systems Co.
Pontas de jato plano defletor, modelos TK e TF, da Spraying Systems Co.
Fonte: Proteção de plantas
O que a geometria do jato define

Ângulo, altura e uniformidade

An
80° ou 110°

Ângulo do jato

Ângulo maior gera gota menor e permite barra mais baixa.

Al
0,45 a 0,55 m

Altura de barra

Ponta de 110° cruza os jatos a partir de cerca de 35 cm.

CV
Até 15%

Coef. de variação

Critério de aceitação no Brasil; na Europa a exigência chega a 7%.

Cone para alvos irregulares

Pontas de jato cônico e ar

TipoPadrãoEspectroUso principal
Cônico vazio (TX, série D)Cone ocoMuito fina a médiaContato; turbopulverizador
Cônico vazio com ar (TVI)Cone oco com bolhasMuito fina a grossaSistêmicos em dossel
Cônico cheio (DC, FC)Cone sólidoMédia a grossaCultura arbórea; contato
Pontas cônicas precisam de pressão acima de 4 bar para formar o cone.
Limite que a pressão não vence

Penetração real vem da assistência de ar

Em dossel denso, subir a pressão gera efeito guarda-chuva; a solução é ar.
O jato plano precisa se sobrepor

Sobreposição por tipo de ponta

Tipo de pontaSobreposiçãoObservação
Jato plano convencional a indução de arCerca de 30% por ladoPadrão em cultura baixa
Jato plano duploCerca de 30% por ladoÂngulo divergente preserva a distribuição
Jato cônico vazio em barraAté 20%Sobreposição maior altera o espectro
Jato cônico em turbopulverizadorJatos tangentesDistribuição tridimensional
Cruzamento de jatos

Sobreposição e altura da barra

Cruzamento de jatos: sobreposição excessiva por barra alta, deficiente por barra baixa.
Cruzamento de jatos: sobreposição excessiva por barra alta, deficiente por barra baixa.
Fonte: MANUAL
Avaliação em quatro estados

A frota real está longe do ideal

395
pulverizadores avaliados em campo
18,8%
das máquinas em MT avaliadas como ruins
54%
das máquinas em MT avaliadas como razoáveis
A vida útil varia quatro vezes

Material e durabilidade das pontas

MaterialResistência ao desgasteVida útil estimada
LatãoBaixacerca de 100 h
NáilonBaixa a médiacerca de 200 h
PoliacetalMédia a boacerca de 400 h
Aço inoxidávelBoacerca de 400 h
CerâmicaMuito altamais de 400 h
A cerâmica resiste à abrasão, mas é frágil ao impacto mecânico.
Material e fabricação

Ficha técnica de uma ponta

Ponta de pulverização com modelo, marca, ângulo, norma de vazão, material e fabricante.
Ponta de pulverização com modelo, marca, ângulo, norma de vazão, material e fabricante.
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
O componente mais decisivo

Ponta desgastada aplica mais, não menos

Troque quando a vazão passar de 10% acima da ponta nova do mesmo modelo.
Norma ISO 10625

Código de cor e vazão da ponta

CorCódigoVazão a 40 psiVazão a 3 bar (ISO)
Laranja010,38 L/min0,39 L/min
Amarela020,76 L/min0,79 L/min
Azul031,14 L/min1,18 L/min
Vermelha041,51 L/min1,58 L/min
Branca083,03 L/min3,16 L/min
A cor identifica a vazão nominal, não a classe de gota.
Código de cor ISO

DMV varia mesmo na mesma cor

DMV em função do modelo de ponta, todas de vazão 03 e cor azul (ISO).
DMV em função do modelo de ponta, todas de vazão 03 e cor azul (ISO).
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Selecionar a ponta pela vazão

Vazão necessária por ponta

Fórmulavazão (L/min) = L/ha × km/h × E ÷ 600
Com os dados da lavoura150 × 6 × 0,5 ÷ 600
Taxa de aplicação: 150 L/haVelocidade: 6 km/hEspaçamento (E): 0,5 m
Resultado 0,75L/min
Onde operar na curva da ponta

Três limites de pressão

Mn
Piso

Mínimo útil

Abaixo de 1,5 a 2,0 bar a população de gotas fica desuniforme.

Cn
Cônico vazio

Acima de 4 bar

Pressão mínima para o cone se formar na saída.

Mx
Teto

Até 10 a 15 bar

Não ultrapasse em ponta cônica, mesmo que o modelo suporte mais.

Por que dobrar a vazão custa caro

Vazão cresce com a raiz da pressão

FórmulaV₂/V₁ = √(P₂/P₁)
Com os dados da lavoura√(4 ÷ 1) = √4
P₁ (pressão inicial): 1 barP₂ (pressão final): 4 bar
Resultado a vazão
A ordem certa da decisão

Do alvo à pressão

1
Definir o alvo e o modo de ação do produto
2
Selecionar a classe de gota conforme alvo e clima
3
Calcular a vazão e escolher a ponta no catálogo
4
Conferir a pressão no manômetro
5
Verificar a uniformidade da barra
Causa verificável antes de ligar

Erros comuns e consequências

Erro de operaçãoConsequência técnica
Pressão acima da faixaGota menor, mais deriva e desgaste
Pontas de cores diferentesSubdose e superdose em faixas alternadas
Pontas desgastadas acima de 10%Superdose por ponta e fitotoxicidade
Velocidade de deslocamento incorretaSubdose em velocidade alta, superdose em baixa
Agitação insuficiente do tanqueSubdose no início e superdose no fim
Filtro individual entupidoFaixa de subdose imperceptível sem papel
?
Retome a pergunta
Que fatores, da gota ao equipamento, determinam a qualidade de uma pulverização terrestre?
Responda agora com o que você viu na aula.
Encerramento
Antes de trocar o produto de trezentos reais por hectare, meça a ponta de trinta que ninguém olhou.