Unidade III · Aplicação Fitossanitária

Por que a aplicação aérea exige uma lógica de regulagem completamente diferente da aplicação terrestre?

Aula 12. Aplicação Aérea (aviões e drones)
Prof. Dr. Anísio da Silva Nunes
Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários
UNEMAT · Agronomia · Tangará da Serra
?
Ponto de partida
Em que situações a aplicação aérea é tecnicamente mais vantajosa que a aplicação terrestre, e em quais não é?
Ao final desta aula, você será capaz de

Objetivos de aprendizagem

01

Comparar modalidades

Julgar vantagens e limitações da aplicação aérea frente à terrestre.

02

Dominar o voo

Relacionar altura, faixa e velocidade à qualidade da aplicação.

03

Controlar a deriva

Ligar o risco de deriva aos cuidados operacionais aéreos.

Onde esta aula entra na cadeia

Da Aula 11 para a plataforma aérea

As Aulas 09 a 11 deixaram pronto

O espectro e a pontaA calibração terrestreAs tecnologias de otimização

Toda a lógica terrestre já está montada; no ar ela não se aplica igual.

Esta aula entrega

Avião, helicóptero e droneFaixa efetiva e alturaA janela de voo

Fecha o terceiro e o quarto elo por outra plataforma: gota e deposição no ar.

O caminho desta aula

Seis blocos, do avião ao drone

A Uma lógica de voo própriaB O sistema de pulverização aéreoC Aerodinâmica e regulagemD A janela meteorológicaE O drone agrícolaF Regulação e critério de decisão
Tratar avião, helicóptero e drone com a mesma régua é o erro mais comum.
Bloco A · Uma lógica de voo própria

Não é a terrestre levantada do chão

“
Avião, helicóptero e drone são plataformas com lógicas de voo e de deposição diferentes, e tratá-las como equivalentes é o erro mais comum de quem chega à disciplina.
Não é aplicação terrestre no ar

Quatro traços de lógica própria

Tx
Volume

Taxa reduzida

5 a 40 L/ha no avião, contra 50 a 200 L/ha no terrestre.

Gt
Espectro

Gota ajustada

Espectro pensado para liberar a metros de altura, não a centímetros.

Op
Operador

Autonomia própria

No drone, o operador atua remotamente, desconectado da máquina.

Cl
Clima

Janela única

Quando a janela fecha, fecha para toda a frota da região ao mesmo tempo.

Panorama da aviação agrícola

A segunda maior frota do mundo

2.352
aeronaves agrícolas tripuladas em 2021, segundo o SINDAG
2ª
maior frota aeroagrícola do mundo, atrás dos Estados Unidos
10.000
potencial estimado de aeronaves em operação no país
Três marcos que persistem

A história em três frentes

1
1947, em Pelotas: controle de gafanhotos inicia a aviação agrícola no país
2
1950: Patrulhas de Tratamento Aéreo distribuem BHC na cultura do café
3
1956, no litoral paulista: aplicação aérea contra a sigatoka na banana
4
As três frentes seguem vivas: pragas anuais, doença foliar, cultura perene
Plataformas distintas

Três aeronaves, três lógicas

Av
Asa fixa

Avião agrícola

Alta capacidade, exige pista; 150 a 200 km/h, faixa de 18 a 32 m.

He
Asa móvel

Helicóptero

Opera sem pista, gera gota mais grossa, com custo operacional maior.

Dr
RPA

Drone

Pousa na vertical, o downwash conduz a gota, ideal em pequena escala.

Valores de referência

As três plataformas em números

ParâmetroAviãoHelicópteroDrone
Velocidade150 a 200 km/h60 a 120 km/h7 a 28 km/h
Altura3 a 8 m3 a 6 m2 a 5 m
Taxa típica5 a 40 L/ha15 a 50 L/ha5 a 20 L/ha
Faixa efetiva18 a 32 mVariável4 a 10 m
Capacidade por diaMais de 500 ha200 a 400 ha50 a 150 ha
Exige pistaSimNãoNão
Aeronave de asa fixa

Avião agrícola em duas categorias

CategoriaPotência do motorCapacidade de carga
Aeronave leveAbaixo de 300 HPAbaixo de 1.000 L
Aeronave pesada300 a 1.200 HP1.000 a 3.000 L
A velocidade de estol (65 a 100 km/h) define o limite da curva no fim do tiro.
Velocidade menor, gota maior

Helicóptero e avião lado a lado

Helicóptero

DMV 405 µmMenor velocidadeMenos deriva

Bell 206B, pontas D10 Core 46, 20 psi, 30 L/ha.

Avião

DMV 255 µmMaior velocidadeMais deriva

Air Tractor 502B, pontas CP-11TT, 30 psi, 50 L/ha.

Relatório de campo

DMV registrado no Bell 206B

Relatório do Bell 206B apresentando DMV de 405 micras.
Relatório do Bell 206B apresentando DMV de 405 micras.
Fonte: TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE CALDAS FITOSSANITÁRIAS
Aeronave remotamente pilotada · regulação no Bloco F

Classes de RPA pela ANAC

ClassePeso máximo de decolagemObservação
Classe 1Acima de 150 kgMaior exigência regulatória
Classe 2Acima de 25 kg até 150 kgCategoria intermediária
Classe 3Até 25 kgA mais comum na agricultura
A Resolução ANAC 710/2023 classifica o RPA como Classe 3 na aplicação sobre área desabitada, em linha de visada e abaixo de 400 pés.
Bloco B · O sistema de pulverização aéreo

Poucas peças, regulagem exigente

“
O sistema físico do avião é simples em número de componentes, mas exigente em regulagem e manutenção.
Do tanque à gota

O caminho da calda no avião

1
A calda desce do hopper por gravidade
2
A bomba centrífuga pressuriza a linha
3
A calda segue pela barra de aplicação
4
A ponta fragmenta o líquido em gotas
5
O vento relativo faz a quebra secundária
Sistema simples, regulagem exigente

Componentes que definem a aplicação

Hp
Reservatório

Hopper

Tanque em fibra de vidro, com abertura superior para carregar sólidos.

Bc
Recalque

Bomba centrífuga

Acionamento eólico, hidráulico ou elétrico; baixa pressão nas pontas.

Ta
Segurança

Tampa de alijamento

Descarrega toda a carga em emergência, sem equivalente no terrestre.

Componente do reservatório

Agitador do tanque de calda

Agitador hidráulico com sistema de Venturi utilizado nos tanques de pulverizadores.
Agitador hidráulico com sistema de Venturi utilizado nos tanques de pulverizadores.
Fonte: Proteção de plantas
Dois modos de fragmentar

Ponta hidráulica e atomizador rotativo

Ponta hidráulica

Energia de pressão15 a 40 L/haMaior entupimento

Espectro varia com modelo, pressão e ângulo da ponta.

Atomizador rotativo

Energia centrífuga5 a 20 L/haMenor entupimento

Controle por pressão mais VRU; espectro estreito e uniforme.

Ponta hidráulica em três grupos

Como cada ponta forma a gota

Jc
Turbilhonamento

Jato cônico

Série D da TeeJet, disco e difusor geram o giro do líquido.

Jp
Vazão por cor

Jato plano comum

CP-11TT, com ângulos de 20°, 40° e 80° indicados no corpo.

Ji
Defletor

Jato plano de impacto

CP-03 ajusta vazão e gota em 30°, 55° ou 90° sem trocar a peça.

Conceito

Faixa efetiva de aplicação

“
Região da passada em que o depósito é suficiente para o controle pretendido. Só ela conta no planejamento: a distância entre passadas se calcula sobre a faixa efetiva, nunca sobre a faixa total atingida por alguma gota.
Só o ajuste do defletor

A ferramenta mais subestimada

+13%
de ganho na faixa efetiva ao passar de 30° para 90°
−28%
de redução no DMV no mesmo ajuste do defletor
19 a 21,5 m
faixa efetiva no Ipanema EMB-203, sem trocar a ponta
Túnel de vento, Universidade de Nebraska

Seis atomizadores comparados

ModeloRotação (rpm)DMV (µm)Gotas < 100 µmClasse
ASC-A102.33420615%Fina
TA-88D-82.36023112%Fina
Microbell1.74222512%Fina
Microspin1.78025712%Média
Stol2.16117420%Fina
Travicar1.48820817%Fina
Ensaio a 6,0 L/min, 180 km/h e pás a 75°. Menor amplitude relativa significa espectro mais uniforme.
Retomada da Aula 09 · a mesma norma, outro gerador de gota

Pontas de referência do espectro

Pontas de referência usadas para classificar o espectro de gotas entre as classes MF, F, M, G, MG e EG.
Pontas de referência usadas para classificar o espectro de gotas entre as classes MF, F, M, G, MG e EG.
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Calibração do atomizador

Da taxa à vazão da barra

FórmulaVazão da barra (L/min) = (taxa L/ha × velocidade km/h × faixa m) ÷ 600
Com os dados da operação(12 × 220 × 24) ÷ 600
Taxa de aplicação: 12 L/haVelocidade de voo: 220 km/hFaixa efetiva: 24 m
Resultado 105,6L/min
A aviação não aplica só calda

Aplicação aérea de sólidos

Fe
Cobertura

Fertilizante

Correção em pastagem, cana e arroz; a ureia gira em 0,7 kg/L.

Se
Semeadura aérea

Semente

Pastagem e arroz pré-germinado, com estrutura abaixo de 1 mm.

Is
Silvicultura

Isca formicida

Sobretudo em eucalipto; o difusor define a largura da faixa.

Bloco C · Aerodinâmica e regulagem

O ar da própria aeronave atrapalha

“
Vórtice de ponta de asa e vórtice de hélice são os fatores que mais comprometem a uniformidade, e nenhum dos dois aparece na regulagem de um pulverizador terrestre.
O ar contra a uniformidade

Vórtice de ponta de asa e de hélice

Vórtice de ponta de asa

Nas extremidadesArrasta as gotasBarra a 70 a 80%

Winglets e ag-tips reduzem a intensidade e ampliam a faixa.

Vórtice de hélice

Região centralConcentra a nuvemAfastar da fuselagem

Pontas centrais ficam longe da fuselagem para não suspender a gota.

Simulação CFD

Vórtices do rotor e da asa

Vorticidade simulada: vórtice de ponta de asa, vórtice central e esteira de turbulência.
Vorticidade simulada: vórtice de ponta de asa, vórtice central e esteira de turbulência.
Fonte: Documentos
Ponto de atenção

Barra assimétrica não é defeito

“
No Ipanema, 16 pontas à esquerda, 6 no centro e 20 à direita compensam a turbulência da hélice.
A altura mais decisiva do que parece

Air Tractor 502 e Ipanema 202

Air Tractor 502

Altura 4 a 8 mMelhor a 8 mFaixa 28 a 32 m

Ampliar a faixa gerou ganho operacional de 12,5%.

Ipanema 202

Altura 3 a 6 mAltura não decisivaFaixa 18 a 22 m

O ganho de 18,2% veio da largura da faixa, não da altura.

Antes da conta, o conceito.

Faixa efetiva, não faixa total

“
Só a região com depósito suficiente conta; a distância entre passadas se calcula sobre essa faixa.
Taxa de aplicação aérea

A conta que fecha o ciclo

FórmulaTaxa (L/ha) = vazão total (L/min) × 600 ÷ (velocidade km/h × faixa efetiva m)
Com os dados da operação105,6 × 600 ÷ (220 × 24)
Vazão total da barra: 105,6 L/minVelocidade de voo: 220 km/hFaixa efetiva: 24 m
Resultado 12L/ha
Bloco D · A janela meteorológica

O clima é critério de interrupção

“
Na aplicação aérea, o clima não é apenas fator de risco, é critério de interrupção da operação.
Clima é critério de interrupção

A janela meteorológica

ParâmetroLimiteObservação
Vento3 a 10 km/hRajada tolerável até 15 km/h
Umidade relativaAcima de 55%Faixa ideal de 60 a 95%
TemperaturaAbaixo de 30°CEvitar as horas mais quentes
Vento fracoAbaixo de 3 km/hRisco de inversão térmica
O intervalo de 3 a 6,5 km/h é o mais favorável em campo.
Medição em campo

Instrumento da janela meteorológica

Termohigro-anemômetro Kestrel 3000.
Termohigro-anemômetro Kestrel 3000.
Fonte: Tecnologia de Aplicação de Defensivos
Quando o ar fica preso

Inversão térmica sob três olhares

Oq
O que é

Ar frio preso

Camada fria junto ao solo presa sob ar mais quente, sem vento.

Sn
Sinal de campo

Nuvem que fica

O piloto entra na névoa do tiro anterior; a fumaça corre rente ao solo.

Rc
Por que é grave

Gota suspensa

A gota fina não sedimenta e percorre quilômetros até outro alvo.

Retomada da Aula 04 · o mesmo índice, outra plataforma

Delta T e a decisão de voar

Delta T (°C)CondiçãoImplicação prática
Abaixo de 2InadequadoInversão térmica, UR acima de 95%, gota suspensa
2 a 8AdequadoJanela ideal de aplicação
8 a 10MarginalEvaporação significativa, usar gota maior
Acima de 10Não recomendadoEvaporação intensa, deriva por redução do diâmetro
Retomada da Aula 04 · classe de gota conforme o clima

Classe de gota conforme o clima

F1
Frio e úmido

Muito fina ou fina

Temperatura abaixo de 25°C e umidade acima de 70%.

F2
Intermediário

Fina ou média

Temperatura abaixo de 28°C e umidade acima de 60%.

F3
Quente e seco

Média ou grossa

Acima de 28°C e umidade abaixo de 60%; compense o volume.

Classe de gota na planta

Cobertura foliar por classe de gota

Cobertura das folhas nos terços da planta de soja conforme a classe de gotas (Grossa, Média, Fina, Muito Fina).
Cobertura das folhas nos terços da planta de soja conforme a classe de gotas (Grossa, Média, Fina, Muito Fina).
Fonte: ENTENDENDO A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO
Retomada da Aula 04 · o mesmo par, agora no ar

Endoderiva e exoderiva no ar

Endoderiva (endógena)

Dentro da áreaCai no soloProduto não retido

Fração que a planta não retém, depositada na própria área tratada.

Exoderiva (exógena)

Fora da áreaLevada pelo ventoDano a vizinhos

Fração carregada pelo vento para fora da área de pulverização.

Bloco E · O drone agrícola

O drone não é o avião em miniatura

“
O drone redefine a aplicação aérea em pequena escala, mas não opera segundo a mesma lógica dos aviões.
O que separa o drone do avião

Downwash é o divisor de águas

“
O ar descendente dos rotores conduz a gota ao dossel e forma o vórtice cônico que define a deposição.
Efeito do rotor do drone

Downwash formando o vórtice

Drone agrícola em operação de pulverização, com a área de deposição demarcada.
Drone agrícola em operação de pulverização, com a área de deposição demarcada.
Fonte: Documentos
O drone tem regras próprias

Três particularidades do RPA

Ma
Massa variável

Peso cai no voo

À medida que a calda sai, o downwash muda e a faixa se altera.

Gg
Geradores de gota

Ponta ou atomizador

A ponta adaptada cede lugar ao atomizador rotativo, mais uniforme.

Fx
Faixa real

Sem valor de catálogo

Cada drone precisa da faixa avaliada nas condições reais de uso.

O que amplia e o que estreita

Efeitos sobre a faixa de deposição

VariávelEfeito sobre a faixa
Aumento da alturaAmplia a faixa, até a saturação do modelo
Gota mais finaAmplia a faixa, por maior arraste
Gota mais grossaEstreita a faixa, o peso vence o vento
Aumento da taxaAmplia a faixa, por menor DMV
Velocidade de vooEfeito variável conforme modelo e alvo
O que a pesquisa mostra na soja

O drone se equipara ao terrestre

10 L/ha
por drone igualam o tratorizado a 80 L/ha nos estratos superior e médio
1,9×
maior depósito no terço inferior, onde o percevejo se concentra
< 30%
severidade de ferrugem, sem diferença para o pulverizador terrestre
Comparação de tecnologias

Depósito de calda por altura da planta

Depósito de calda em folhas de três alturas da planta de soja, comparando tecnologias de aplicação.
Depósito de calda em folhas de três alturas da planta de soja, comparando tecnologias de aplicação.
Fonte: Documentos
Ensaio a campo com drone

Parcelas de soja pulverizadas por drone

Parcelas com plantas de soja pulverizadas com drone, com duas taxas de aplicação e dois fungicidas.
Parcelas com plantas de soja pulverizadas com drone, com duas taxas de aplicação e dois fungicidas.
Fonte: Documentos
Bloco F · Regulação e critério de decisão

A decisão é técnica, não ideológica

“
A escolha entre aplicação aérea e terrestre é econômica e agronômica, não ideológica.
Aviação tripulada é serviço especializado

Três figuras técnicas na operação

Pa
Habilitação

Piloto agrícola

Formado por curso credenciado, conduz a aeronave.

Te
Execução

Técnico executor

Especializado em aviação agrícola, acompanha a operação.

Rt
Responsável

Engenheiro agrônomo

Assina a receita e supervisiona a aplicação.

Curso obrigatório para o drone

CAAR em três módulos

MóduloConteúdoCarga horária
Módulo 1RPA, mercado, legislação, boas práticas4 h
Módulo 2Pragas, agrotóxicos, gota, deriva, meteorologia16 h
Módulo 3Componentes, planejamento, segurança, calibração4 h
ProvaAvaliação final4 h
TotalCarga horária mínima28 h
Quatro órgãos, camadas distintas

Quem regula o drone agrícola

An
Voo

ANAC

Regula a operação; cadastro no Sisant para RPA acima de 250 g.

At
Frequência

Anatel

Homologa o equipamento quanto à comunicação de rádio.

De
Espaço aéreo

DECEA

Autoriza o voo pela plataforma Sarpas.

Mp
Produto

MAPA

Regula a aplicação pela Portaria 298/2021; registro no Sipeagro.

Retomada da Aula 04 · distâncias federais e estaduais

Distâncias mínimas de área sensível

OrigemDistância mínimaAplicável a
Federal, aviação tripulada250 a 500 mAvião e helicóptero
Federal, Portaria 298/202120 mDrone
Paraná, ADAPAR 129/202350 mDrone
Mato Grosso, Decreto 452/202390 mDrone
Em Mato Grosso prevalece a norma estadual, mais restritiva: 90 m equivalem a 4,5 vezes a exigência federal.
A decisão é técnica, não ideológica

Avião, drone e terrestre

CritérioAviãoDroneTerrestre
Capacidade por diaMais de 500 ha50 a 150 haAlta em bom solo
Solo encharcadoSem restriçãoSem restriçãoAlta restrição
AmassamentoNenhumNenhum2 a 7% na soja
Risco de derivaAltoModeradoBaixo
Taxa típica5 a 40 L/ha5 a 20 L/ha50 a 200 L/ha
Custo por hectareModerado a altoAltoBaixo a moderado
Para onde caminha o setor · a eletrostática da Aula 11.

Tendências da pulverização aérea

El
Carga elétrica

Bico eletrostático

A diferença de potencial direciona a gota à planta, já com fornecedor nacional.

Rt
Posição

RTK e DGPS

Posicionamento centimétrico guia o tiro e evita sobreposição.

Tv
Dose no espaço

Taxa variável

O mapa de prescrição ajusta a taxa por posição no talhão.

If
Qualidade

IFD da faixa

A inspeção da faixa de deposição corrige falhas e amplia a largura.

Para voltar ao texto

Fontes desta aula

ReferênciaO que sustenta
IN MAPA 2/2008Regulamento da aviação agrícola e distâncias mínimas
Portaria MAPA 298/2021Requisitos para aplicação com drone agrícola
ANAC · RBAC-E 94Classes de RPA por peso máximo de decolagem
Decreto MT 452/2023Distância mínima de 90 m em Mato Grosso
Túnel de vento, NebraskaComparação de DMV entre atomizadores rotativos
Embrapa · ensaios em sojaEficácia do drone frente ao pulverizador terrestre
Texto de apoio completo da Aula 12 no site da disciplina.
O caminho que percorremos

A síntese da aula em cinco passos.

1
A aérea tem lógica própria: taxa menor e janela mais estreita
2
Vórtices da própria aeronave comprometem a uniformidade
3
A faixa efetiva, não a total, define a distância entre passadas
4
O clima é critério de interrupção, não apenas de risco
5
O downwash separa o drone do avião na deposição
?
Retome a pergunta
Em que situações a aplicação aérea é tecnicamente mais vantajosa que a aplicação terrestre, e em quais não é?
Responda agora com o que você viu na aula.
A resposta

Quando o ar vence, e quando não

“
A aérea vence quando o solo está encharcado, quando a janela é curta e a área grande, quando o dossel já fechou e o amassamento por rodas pesa, e em terreno de difícil acesso. Perde quando o alvo está no terço inferior e exige alta cobertura, quando o entorno é sensível e a distância mínima não se cumpre, e quando a taxa necessária ultrapassa o que a plataforma carrega.
Encerramento
A diferença para a aplicação terrestre não está na facilidade, está em quais variáveis o agrônomo precisa dominar para que a aplicação funcione.