Pular para conteúdo

Plano de Ensino

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
Universidade do Estado de Mato Grosso "Carlos Alberto Reyes Maldonado" Campus Universitário "Professor Eugênio Carlos Stieler" de Tangará da Serra
Faculdade de Ciências Agrárias, Biológicas, Engenharias e da Saúde
Curso de Bacharelado em Agronomia


Identificação

Campo Descrição
Turma FACAB-TGA-152, Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários (60h), Turma 01 (2026.2)
Horário 6T1234 (sextas-feiras, turno vespertino)
Pré-Requisitos Não possui
Docente Anísio da Silva Nunes (matrícula 257789001), 60h

Ementa: nomenclatura, classificação e embalagens dos produtos fitossanitários. Formulações. Adjuvantes. Misturas e compatibilidade de produtos. Volumes de calda. Pulverização. Tamanhos, distribuição e deposição de gotas. Pontas de pulverização. Aplicação aérea de produtos fitossanitários. Regulagens e calibração. Deriva. Legislação fitossanitária. Toxicologia. Medidas de segurança preventiva e de proteção individual.


01. Apresentação da Disciplina

A disciplina de Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários integra a formação ética, humanística, técnica, profissional e científica do futuro Engenheiro Agrônomo ao capacitá-lo a pesquisar, planejar, recomendar e supervisionar a aplicação de produtos fitossanitários de forma segura e eficiente.

Ao término da disciplina o estudante deve ser capaz de aplicar na prática de campo os conhecimentos científicos que proporcionem a correta colocação do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica e com o mínimo de contaminação do trabalhador rural e de outras áreas.

Ao promover a utilização responsável dos produtos fitossanitários, o Engenheiro Agrônomo contribui para a produção de alimentos seguros e de qualidade e para a saúde da população.

A busca por novas tecnologias de aplicação estimula a pesquisa e o desenvolvimento de métodos mais eficientes e menos impactantes.

A disciplina sustenta a formação de profissionais comprometidos com a agricultura sustentável e o bem-estar da sociedade.

02. Carga Horária da Disciplina

A disciplina possui carga horária total de 60 horas, distribuídas da seguinte forma:

  • 30 horas de aulas teóricas presenciais (02 créditos)
  • 15 horas de aulas práticas presenciais (01 crédito)
  • 15 horas de aulas teóricas a distância (01 crédito)

03. Objetivo Geral

Habilitar o futuro Engenheiro Agrônomo a planejar, identificar problemas e recomendar técnicas e tecnologias de aplicação de produtos fitossanitários.

04. Objetivos Específicos

Ao término da disciplina, o estudante deverá ser capaz de:

  • Interpretar rótulo, classificação toxicológica e legislação aplicável para decidir se, quando e como uma aplicação pode ser realizada.
  • Dimensionar a calda fitossanitária, envolvendo taxa de aplicação, adjuvantes e compatibilidade de mistura, para uma cultura, um alvo e um equipamento definidos.
  • Selecionar e calibrar o equipamento de aplicação, incluindo ponta, pressão, velocidade e volume, adequado ao alvo biológico e à condição operacional.
  • Diagnosticar falhas de aplicação e propor correções a partir de sintomas observados na lavoura.
  • Avaliar o risco de deriva e a responsabilidade técnica e legal associada a uma operação fitossanitária.

05. Áreas de Atuação

Em relação ao Artigo 1º da Resolução n. 218/1973-Confea, a disciplina contribui para o exercício profissional do futuro Engenheiro Agrônomo nas seguintes áreas de atuação:

  • Atividade 01: supervisão, coordenação e orientação técnica.
  • Atividade 04: assistência, assessoria e consultoria.
  • Atividade 06: vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
  • Atividade 07: desempenho de cargo e função técnica.
  • Atividade 08: ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica, e extensão.

06. Competências Profissionais

A disciplina auxilia na formação das seguintes competências previstas no Artigo 6º da Resolução n. 1/2006-CNE/CES:

  1. projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, aplicando padrões, medidas e controle de qualidade;
  2. realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos e pareceres técnicos, com condutas, atitudes e responsabilidade técnica e social, respeitando a fauna e a flora e promovendo a conservação e a recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, com uso de tecnologias integradas e sustentáveis do ambiente;
  3. produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e outros produtos agropecuários;
  4. participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio;
  5. exercer atividades de docência, pesquisa e extensão no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão;
  6. enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mundo e do trabalho, adaptando-se às situações novas e emergentes.

07. Metodologia de Ensino

A metodologia está alicerçada na tríade Ciência, Tecnologia e Legislação, buscando romper a passividade do ensino tradicional e aproximar o acadêmico da realidade do manejo fitossanitário.

Eixos norteadores do processo de ensino-aprendizagem

  • Fundamentação Biológica (o "Porquê"): compreensão dos processos biológicos dos alvos (pragas, doenças e plantas daninhas) e das interações planta-ambiente que fundamentam a escolha e o momento da aplicação.
  • Domínio Tecnológico (o "Como"): aplicação de técnicas, equipamentos e parâmetros operacionais que garantam a eficiência da deposição do produto no alvo biológico.
  • Conformidade Normativa (o "Regramento"): atuação dentro dos padrões legais e ambientais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), pelos órgãos ambientais e pela legislação de agrotóxicos (Lei nº 14.785/2023 e normas complementares).

Fundamentos pedagógicos

  • Teoria construtivista: o conhecimento é construído ativamente pelo discente por meio da experimentação, da reflexão e da colaboração, cabendo ao docente o papel de mediador da aprendizagem.
  • Ensino por competências: integração de conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser), com ênfase na aplicação prática em situações reais do exercício profissional.
  • Metodologias ativas de aprendizagem: o discente é colocado no centro do processo, estimulado à investigação, ao trabalho colaborativo e à resolução de problemas.

Estratégias pedagógicas do componente teórico presencial (30h)

Aulas expositivas dialogadas com apoio de recursos audiovisuais; análise e discussão de artigos científicos e documentos técnicos; Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) e Aprendizagem Baseada em Casos (CBL); questões de múltipla escolha baseadas em cenário (SBMCQ) como instrumento central de raciocínio, tanto nos quizzes quanto nas provas.

Estratégias pedagógicas do componente prático presencial (15h)

Aulas práticas em laboratório; teste de compatibilidade em jarro; preparo e ajuste de calda; regulagem e calibração de pulverizador costal e de barra; interpretação de planilha de calibração; simulação de aplicações e resolução de problemas aplicados à tecnologia de aplicação.

Os blocos de aplicação da aula presencial e as práticas de laboratório concentram a carga horária prática.

Estratégias pedagógicas da carga horária a distância (15h)

Leitura dirigida de materiais didáticos (textos, artigos científicos e capítulos de livros); videoaulas gravadas sobre tópicos complementares ao conteúdo presencial; atividades assíncronas individuais e em grupo com prazos predefinidos, disponibilizadas na Turma Virtual do SIGAA.

08. Recursos Didáticos

  • Recursos humanos: professor da disciplina e técnica de laboratório.
  • Infraestrutura e materiais: sala de aula, laboratório, quadro branco, pincel marcador, datashow, pulverizador costal, pulverizador de barra, pontas de pulverização, jarra calibradora e trena.
  • Recursos computacionais: Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), planilhas de calibração e cálculo de calda, e repositório digital de conteúdo da disciplina.

Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem

A avaliação é somativa seriada.

O desempenho é mensurado por três avaliações de igual peso, cada uma com nota de 0,0 a 10,0, que juntas abrangem os blocos temáticos da disciplina:

  • Prova escrita da Unidade I (P1): SBMCQ sobre Uso Responsável de Produtos Fitossanitários.
  • Prova escrita da Unidade II (P2): SBMCQ sobre Calda Fitossanitária.
  • Prova escrita da Unidade III (P3): SBMCQ sobre Aplicação Fitossanitária.

As três provas são compostas por questões de múltipla escolha baseadas em cenário (SBMCQ), que cobram decisão técnica diante de uma situação de campo, laboratório ou norma, e não o reconhecimento de definição isolada.

A Nota Final (NF) do componente curricular, ou Média Semestral, resulta da média aritmética simples das três avaliações:

\[NF = (P1 + P2 + P3) / 3\]

De acordo com a Resolução n. 001/2024-Conepe:

  • "O estudante que obtiver média semestral 6,0 (seis) ou superior estará aprovado por média." (Art. 61).
  • "O aluno que tiver frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) e obtiver média semestral entre 4 (quatro) e 5,9 (cinco vírgula nove) terá direito a exame final." (§1º do Art. 61).
  • "A nota obtida no exame final será a utilizada para fins de registro, sendo aprovado o estudante que obtiver nota igual ou superior a 5,0 (cinco), nesse exame." (§2º do Art. 61).

Horário de atendimento: quartas-feiras, das 09:30 às 11:30.

Cronograma de Aulas

Data Conteúdo Carga horária
14/08/2026 Aula 01, Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários 2 T, 1 P, 1 EaD
21/08/2026 Aula 02, Nomenclatura, Classificação, Registro e Embalagens 2 T, 1 P, 1 EaD
28/08/2026 Aula 03, Toxicologia e Medidas de Segurança 2 T, 1 P, 1 EaD
04/09/2026 Aula 04, Deriva na Aplicação de Produtos Fitossanitários 2 T, 1 P, 1 EaD
11/09/2026 Avaliação Escrita, Unidade I, Uso Responsável de Produtos Fitossanitários 3 T, 1 EaD
18/09/2026 Aula 05, Formulações 2 T, 1 P, 1 EaD
25/09/2026 Aula 06, Calda Fitossanitária e Taxa de Aplicação 1 T, 2 P, 1 EaD
02/10/2026 Aula 07, Adjuvantes 2 T, 1 P, 1 EaD
09/10/2026 Aula 08, Mistura em Tanque 1 T, 2 P, 1 EaD
16/10/2026 Avaliação Escrita, Unidade II, Calda Fitossanitária 3 T, 1 EaD
23/10/2026 Aula 09, Pulverização Agrícola e Pulverizadores Terrestres 2 T, 1 P, 1 EaD
30/10/2026 Aula 10, Regulagem, Calibração e Inspeção de Pulverizadores 1 T, 2 P, 1 EaD
06/11/2026 Aula 11, Pulverização Eletrostática e Tecnologias para Otimização da Pulverização 2 T, 1 P, 1 EaD
13/11/2026 Aula 12, Aplicação Aérea (aviões e drones) 2 T, 1 P, 1 EaD
20/11/2026 Feriado Nacional, Dia da Consciência Negra (Não Letivo) n/a
27/11/2026 Avaliação Escrita, Unidade III, Aplicação Fitossanitária 3 T, 1 EaD
04/12/2026 Prova de Exame Final n/a
11/12/2026 Dia letivo sem aula programada n/a

Distribuição total da carga horária presencial e a distância: 30 horas teóricas presenciais, 15 horas práticas presenciais e 15 horas a distância, somando 60 horas.

Avaliações

Data Hora Descrição
11/09/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade I, Uso Responsável de Produtos Fitossanitários
16/10/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade II, Calda Fitossanitária
27/11/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade III, Aplicação Fitossanitária
04/12/2026 13:30 Prova de Exame Final

Referências Básicas

  • ANDEF. Associação Nacional de Defesa Vegetal. Manual de tecnologia de aplicação. São Paulo: Linea Creativa, 2004. 52 p. (Disponível na Turma Virtual da Disciplina)
  • ANDREI, E. (Coord.). Compêndio de defensivos agrícolas: guia prático de produtos fitossanitários para uso agrícola. 8. ed. São Paulo: Ed. Andrei, 2009. 1378 p.
  • AZEVEDO, F. R.; FREIRE, F. C. O. Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2006. 47 p. (Documentos, 102). (Disponível na Turma Virtual da Disciplina)
  • COSTA, L. L.; POLANCZYK, R. A. Tecnologia de aplicação de caldas fitossanitárias. Jaboticabal: Funep, 2019. 168 p. (Disponível na Turma Virtual da Disciplina)
  • COUTINHO, P. O.; CORDEIRO, C. A. M.; MOTTA, F. Tecnologia de aplicação de defensivos. Santa Cruz do Sul: Pioneer Sementes, 2005. 16 p. (Disponível na Turma Virtual da Disciplina)

Referências Complementares

  • ANTUNIASSI, U. R.; BOLLER, W. (Org.). Tecnologia de Aplicação para Culturas Anuais. 2. ed. Passo Fundo: Aldeia Norte Editora, 2019.
  • CARVALHO, F. K.; CHECHETTO, R. G.; MOTA, A. A. B.; ANTUNIASSI, U. R. Entendendo a Tecnologia de Aplicação. 2. ed. Botucatu: Fepaf, 2021.
  • CHAIM, A. Manual de tecnologia de aplicação de agrotóxicos. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2009.
  • CONCEIÇÃO, M. Z.; SANTIAGO, T.; ZAMBOLIM, L. O que engenheiros agrônomos devem saber para orientar o uso de produtos fitossanitários. 3. ed. Viçosa: UFV, 2008.
  • MATTHEWS, G. A.; BATEMAN, R.; MILLER, P. Métodos de Aplicação de Defensivos Agrícolas. 4. ed. São Paulo: Editora Andrei, 2016.
  • TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 819 p. (Disponível na Biblioteca Virtual da Unemat)