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Storyboard

Este guia é referente a um board de trabalho no Miro (ferramenta externa de quadro virtual), duplicado pelo squad a partir do modelo do professor conforme descrito em Configuração do Miro.

O que é

Uma sequência de quadros visuais (como uma história em quadrinhos) que narra, cena a cena, a jornada do usuário interagindo com a solução escolhida, do momento em que ele sente a dor até o momento em que o problema é resolvido.

Não precisa de desenho bonito, rabiscos, bonecos palito e texto bastam.

O que importa é a clareza da narrativa.

Para que serve

  • Transformar uma ideia abstrata ("Bot WhatsApp com OCR") em uma experiência concreta e sequencial que qualquer pessoa entende.
  • Forçar o squad a pensar nos detalhes de uso, como o usuário descobre, acessa, usa e se beneficia da solução.
  • Revelar lacunas na solução: se uma cena não faz sentido, a ideia tem um buraco.
  • Servir de roteiro direto para construir a landing page (próxima etapa).
  • Alinhar todo o squad sobre uma mesma visão do produto/serviço antes de prototipar.

Quando usar no Duplo Diamante

Prototipagem → Convergir → Solução.

Como preencher

  1. Definam o protagonista, a persona do Mapa de Empatia, usando o nome e contexto dela. Exemplo: "Dona Maria, 58 anos, diarista, paciente de clínica popular".
  2. Definam a cena inicial (a dor): o quadro 1 mostra o usuário vivendo o problema, antes da solução existir. Exemplo: "Dona Maria acorda às 5h, preocupada se vai conseguir ser atendida e perder a diária".
  3. Definam a cena do gatilho: como o usuário descobre ou encontra a solução pela primeira vez? Exemplo: "Na recepção da clínica, vê um cartaz: 'Acompanhe sua fila pelo WhatsApp'".
  4. Desenhem as cenas de uso (3 a 4 quadros), o passo a passo de como o usuário interage com a solução. Cada quadro é uma ação concreta, com desenho simples (boneco palito) e legenda curta. Exemplo: "Escaneia QR code" → "Recebe mensagem com posição na fila" → "Vai tomar café com calma" → "Recebe alerta: 'Faltam 2 pacientes'".
  5. Definam a cena final (a resolução): o usuário com o problema resolvido, mostrando o contraste com a cena 1. Exemplo: "Dona Maria é atendida no horário previsto. Não perdeu a diária. Sai sorrindo".
  6. Escrevam uma legenda em cada quadro, uma frase curta descrevendo o que acontece, já que o desenho sozinho pode ser ambíguo.
  7. Revisem a sequência: leiam da esquerda para a direita como uma história. Faz sentido? Alguém de fora entenderia?

Dicas e armadilhas

  • Pular a cena da dor tira o contraste emocional: se o storyboard começa direto na solução, o "antes" é tão importante quanto o "depois".
  • Cenas genéricas não ajudam: "O usuário usa o app" não é uma cena. Detalhem: o que ele vê? O que ele toca? O que acontece em seguida?
  • Perfeccionismo no desenho é desperdício: bonecos palito são perfeitos. Gastar 30 minutos desenhando não agrega. O valor está na narrativa, não na arte.
  • Teste do "avó": se você mostrasse esse storyboard para sua avó, ela entenderia a história sem explicação verbal? Se sim, está bom.
  • Seis a oito quadros é o ideal: menos de 5 fica superficial, mais de 10 fica confuso. Foquem no essencial.

Exemplo rápido

Solução: bot WhatsApp para acompanhamento de fila em clínica popular

Quadro Cena Legenda
1 Dona Maria preocupada na cama, despertador marca 5h "Mais um dia de acordar de madrugada sem saber se vou ser atendida"
2 Dona Maria chega na recepção e vê um cartaz com QR code "Acompanhe sua posição na fila pelo WhatsApp!"
3 Ela aponta o celular para o QR code Escaneia e recebe mensagem: "Olá Maria! Você é a 12ª da fila"
4 Dona Maria sentada no café ao lado, olhando o celular Mensagem: "Posição atualizada: 5ª da fila. Previsão: 35 min"
5 Celular vibra com alerta "Faltam 2 pacientes! Dirija-se ao consultório 3"
6 Dona Maria saindo da clínica sorrindo, olha o relógio: 9h30 "Atendida antes das 10h. Ainda dá tempo de trabalhar hoje!"

Checklist antes de avançar

  • [ ] O storyboard começa com a cena da dor (antes da solução)?
  • [ ] Há uma cena de gatilho (como o usuário descobre a solução)?
  • [ ] As cenas de uso mostram ações concretas (não abstrações)?
  • [ ] A cena final mostra o contraste, o problema resolvido?
  • [ ] Alguém de fora do squad entenderia a história sem explicação verbal?

Próximo passo

O storyboard é o roteiro do MVP (Mínimo Produto Viável).

Na próxima etapa, vocês vão transformar essa narrativa em um protótipo tangível.

Na maratona, usaremos principalmente uma landing page como MVP, mas dependendo do projeto o MVP pode ser um vídeo explicativo, um protótipo navegável, um formulário, uma simulação manual do serviço ou qualquer outro formato que permita testar a proposta de valor com usuários reais antes de construir o produto final.

A história já está pronta, agora é dar forma a ela, em MVP (Mínimo Produto Viável).