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Plano de Ensino

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
Universidade do Estado de Mato Grosso "Carlos Alberto Reyes Maldonado" Campus Universitário "Professor Eugênio Carlos Stieler" de Tangará da Serra
Faculdade de Ciências Agrárias, Biológicas, Engenharias e da Saúde
Curso de Bacharelado em Agronomia


Identificação

Campo Descrição
Turma FACAB-TGA-129, Fitotecnia III - Culturas de Cereais (60h), Turma 01 (2026.2)
Horário 5T1234 (quintas-feiras, turno vespertino)
Pré-Requisitos Não possui
Docente Anísio da Silva Nunes (matrícula 257789001), 60h

Ementa: origem, importância socioeconômica, produção, exigências climáticas, anatomia, fenologia, fisiologia, melhoramento genético, manejo do solo, semeadura, nutrição, adubação, manejo fitossanitário, estimativa de produtividade e colheita das culturas de arroz, milheto, milho, sorgo e trigo.


01. Apresentação da Disciplina

A disciplina de Fitotecnia III - Culturas de Cereais contribui para a formação ética, humanística, técnica, profissional e científica do futuro Engenheiro Agrônomo ao capacitá-lo a pesquisar, planejar, recomendar e supervisionar sistemas de produção de cereais de forma sustentável e eficiente.

Ao término da disciplina o estudante deve ser capaz de aplicar na prática de campo os conhecimentos científicos sobre morfofisiologia, fenologia, melhoramento genético, manejo nutricional e fitossanitário das principais culturas cerealíferas, obtendo alta produtividade com qualidade.

Ao promover o cultivo racional de arroz, milho, sorgo, milheto e trigo, o Engenheiro Agrônomo contribui para a segurança alimentar e nutricional da população, assegurando o fornecimento destes grãos à alimentação humana e animal.

A evolução constante dos sistemas produtivos de cereais estimula a pesquisa e o desenvolvimento de híbridos e cultivares mais produtivos e resistentes, técnicas de manejo inovadoras e práticas sustentáveis, impulsionando avanços científicos nessa área de conhecimento. A disciplina sustenta a formação de profissionais comprometidos com a produção agrícola responsável e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

02. Carga Horária da Disciplina

A disciplina possui carga horária total de 60 horas, distribuídas da seguinte forma:

  • 30 horas de aulas teóricas presenciais (02 créditos)
  • 15 horas de aulas práticas presenciais (01 crédito)
  • 15 horas de aulas teóricas a distância (01 crédito)

03. Objetivo Geral

Habilitar o futuro Engenheiro Agrônomo a planejar, identificar problemas e recomendar técnicas de manejo para as culturas de arroz, milho, sorgo, milheto e trigo.

04. Objetivos Específicos

Ao término da disciplina, o estudante deverá ser capaz de:

  • Compreender o contexto socioeconômico e ambiental do cultivo de cereais.
  • Planejar adequadamente safras e operações agrícolas.
  • Recomendar tecnologias, técnicas de manejo e sistemas de produção agrícola sustentáveis.
  • Identificar problemas relacionados ao cultivo de cereais e propor soluções.

05. Áreas de Atuação

Em relação ao Artigo 1º da Resolução n. 218/1973-Confea, a disciplina contribui para o exercício profissional do futuro Engenheiro Agrônomo nas seguintes áreas de atuação:

  • Atividade 01: supervisão, coordenação e orientação técnica.
  • Atividade 04: assistência, assessoria e consultoria.
  • Atividade 06: vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
  • Atividade 07: desempenho de cargo e função técnica.
  • Atividade 08: ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica, e extensão.

06. Competências Profissionais

A disciplina auxilia na formação das seguintes competências previstas no Artigo 6º da Resolução n. 1/2006-CNE/CES:

  1. projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, aplicando padrões, medidas e controle de qualidade;
  2. realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos e pareceres técnicos, com condutas, atitudes e responsabilidade técnica e social, respeitando a fauna e a flora e promovendo a conservação e a recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, com uso de tecnologias integradas e sustentáveis do ambiente;
  3. produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e outros produtos agropecuários;
  4. participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio;
  5. exercer atividades de docência, pesquisa e extensão no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão;
  6. enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mundo e do trabalho, adaptando-se às situações novas e emergentes.

07. Metodologia de Ensino

A metodologia está alicerçada na tríade Ciência, Tecnologia e Legislação, buscando romper a passividade do ensino tradicional e aproximar o acadêmico da realidade da produção de cereais.

A disciplina é conduzida no modelo de sala de aula invertida. O primeiro contato do estudante com cada tópico ocorre na carga horária a distância, por meio de leitura dirigida e videoaulas disponibilizadas antes do encontro presencial. O tempo de sala fica reservado ao trabalho ativo sobre o que foi previamente estudado, com discussão de casos, resolução de problemas e prática de campo e laboratório, e não para a primeira exposição do conteúdo.

Eixos norteadores do processo de ensino-aprendizagem

  • Fundamentação Biológica (o "Porquê"): compreensão dos processos fisiológicos e fenológicos das culturas de cereais e das interações genótipo-ambiente que embasam as decisões de manejo ao longo do ciclo produtivo.
  • Domínio Tecnológico (o "Como"): aplicação de técnicas de manejo cultural, da escolha de híbridos e cultivares, dos sistemas de semeadura, do arranjo espacial de plantas, da nutrição e do manejo fitossanitário até a colheita, que garantam a expressão do potencial produtivo da lavoura.
  • Conformidade Normativa (o "Regramento"): atuação dentro dos padrões legais, ambientais e de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), pelos órgãos ambientais, pela legislação de sementes e mudas (Lei nº 10.711/2003), de agrotóxicos (Lei nº 14.785/2023) e pelas normas oficiais de classificação e comercialização de grãos.

Fundamentos pedagógicos

  • Teoria construtivista: o conhecimento é construído ativamente pelo discente por meio da experimentação, da reflexão e da colaboração, cabendo ao docente o papel de mediador da aprendizagem.
  • Ensino por competências: integração de conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser), com ênfase na aplicação prática em situações reais do exercício profissional.
  • Metodologias ativas de aprendizagem: o discente é colocado no centro do processo, estimulado à investigação, ao trabalho colaborativo e à resolução de problemas.

Estratégias pedagógicas do componente teórico presencial (30h)

Aulas expositivas dialogadas com apoio de recursos audiovisuais; análise e discussão de artigos científicos e documentos técnicos; Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) e Aprendizagem Baseada em Casos (CBL) a partir de situações de campo, laboratório e diagnóstico de lavoura; questões de múltipla escolha baseadas em cenário (SBMCQ) como instrumento central de raciocínio, tanto nos quizzes quanto nas provas.

Estratégias pedagógicas do componente prático presencial (15h)

Aulas práticas em campo e laboratório; simulações de planejamento de safras; interpretação de análise de solo e recomendação de calagem, gessagem e adubação; cálculo de população de plantas e regulagem de semeadora; diagnóstico fitossanitário e estimativa de produtividade a partir de componentes de rendimento; resolução de problemas aplicados à produção de cereais. Os blocos práticos se concentram nas aulas de manejo do solo e implantação, fertilidade e nutrição, e adubação e manejo nutricional, sem prejuízo dos demais encontros.

Estratégias pedagógicas da carga horária a distância (15h)

Leitura dirigida de materiais didáticos (textos, artigos científicos e capítulos de livros) como preparação para cada aula presencial no modelo de sala invertida; videoaulas gravadas sobre os fundamentos de cada tópico e sobre conteúdos complementares; atividades assíncronas individuais e em grupo com prazos predefinidos, disponibilizadas na Turma Virtual do SIGAA. A carga a distância antecede cada encontro presencial e também compõe a preparação para as avaliações escritas.

08. Recursos Didáticos

  • Recursos humanos: professor da disciplina e técnica de laboratório.
  • Infraestrutura e materiais: sala de aula, laboratório, campo experimental, quadro branco, pincel marcador, datashow, sementes, vasos e fertilizantes.
  • Recursos computacionais: Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), planilhas de recomendação de adubação e de estimativa de produtividade, YouTube e repositório digital de conteúdo da disciplina.

Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem

A avaliação é somativa seriada. O desempenho é mensurado por três avaliações de igual peso, cada uma com nota de 0,0 a 10,0, que juntas abrangem os blocos temáticos da disciplina:

  • Prova escrita da Unidade I (A1): SBMCQ sobre Formação do Potencial Produtivo (origem e importância, morfologia, fisiologia, clima e fenologia).
  • Prova escrita da Unidade II (A2): SBMCQ sobre Expressão do Potencial Produtivo (melhoramento e cultivares, implantação, fertilidade, adubação).
  • Prova escrita da Unidade III (A3): SBMCQ sobre Proteção da Produtividade (plantas daninhas, pragas, doenças, colheita e sistemas de produção).

As três provas são compostas por questões de múltipla escolha baseadas em cenário (SBMCQ), que cobram decisão técnica diante de uma situação de campo, laboratório ou norma, e não o reconhecimento de definição isolada.

A Nota Final (NF) do componente curricular, ou Média Semestral, resulta da média aritmética simples das três avaliações:

\[NF = (A1 + A2 + A3) / 3\]

Onde:

  • A1: Avaliação Escrita, Unidade I, Formação do Potencial Produtivo
  • A2: Avaliação Escrita, Unidade II, Expressão do Potencial Produtivo
  • A3: Avaliação Escrita, Unidade III, Proteção da Produtividade

De acordo com a Resolução n. 001/2024-Conepe:

  • "O estudante que obtiver média semestral 6,0 (seis) ou superior estará aprovado por média." (Art. 61).
  • "O aluno que tiver frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) e obtiver média semestral entre 4 (quatro) e 5,9 (cinco vírgula nove) terá direito a exame final." (§1º do Art. 61).
  • "A nota obtida no exame final será a utilizada para fins de registro, sendo aprovado o estudante que obtiver nota igual ou superior a 5,0 (cinco), nesse exame." (§2º do Art. 61).

Horário de atendimento: quartas-feiras, das 09:30 às 11:30.

Cronograma de Aulas

Data Conteúdo Carga horária
13/08/2026 Aula 01, Origem, Importância e Evolução dos Cereais 2 T, 1 P, 1 EaD
20/08/2026 Aula 02, Anatomia, Morfologia e Arquitetura dos Cereais 2 T, 1 P, 1 EaD
27/08/2026 Aula 03, Fisiologia e Desenvolvimento dos Cereais 2 T, 1 P, 1 EaD
03/09/2026 Aula 04, Clima, Fenologia e Formação da Produtividade 2 T, 1 P, 1 EaD
10/09/2026 Avaliação Escrita, Unidade I, Formação do Potencial Produtivo 3 T, 1 EaD
17/09/2026 Aula 05, Melhoramento Genético e Escolha de Cultivares 2 T, 1 P, 1 EaD
24/09/2026 Aula 06, Manejo do Solo e Implantação das Culturas 1 T, 2 P, 1 EaD
01/10/2026 Aula 07, Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas 1 T, 2 P, 1 EaD
08/10/2026 Aula 08, Adubação e Manejo Nutricional 1 T, 2 P, 1 EaD
15/10/2026 Avaliação Escrita, Unidade II, Expressão do Potencial Produtivo 3 T, 1 EaD
22/10/2026 Aula 09, Manejo Integrado de Plantas Daninhas 2 T, 1 P, 1 EaD
29/10/2026 Aula 10, Manejo Integrado de Pragas 2 T, 1 P, 1 EaD
05/11/2026 Aula 11, Manejo Integrado de Doenças 2 T, 1 P, 1 EaD
12/11/2026 Aula 12, Produtividade, Colheita e Sistemas de Produção 2 T, 1 P, 1 EaD
19/11/2026 Avaliação Escrita, Unidade III, Proteção da Produtividade 3 T, 1 EaD
26/11/2026 Prova de Exame Final n/a
03/12/2026 Dia letivo sem aula programada n/a
10/12/2026 Dia letivo sem aula programada n/a

Avaliações

Data Hora Descrição
10/09/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade I, Formação do Potencial Produtivo
15/10/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade II, Expressão do Potencial Produtivo
19/11/2026 13:30 Avaliação Escrita, Unidade III, Proteção da Produtividade
26/11/2026 13:30 Prova de Exame Final

Referências Básicas

  • BERGAMIN FILHO, A. (Ed.). Manual de fitopatologia: doenças de plantas cultivadas. v. 2. São Paulo: Ceres, 1997.
  • CASTRO, P. R. C.; KLUGE, R. A. (Coord.). Ecofisiologia de cultivos anuais: trigo, milho, soja, arroz e mandioca. 1. ed. São Paulo: Nobel, 1999.
  • GALLO, D. Entomologia agrícola. 1. ed. Piracicaba: FEALQ, 2002.
  • SOUSA, D. M. G.; LOBATO, E. (Ed.). Cerrado: correção do solo e adubação. 2. ed. Brasília: Embrapa, 2004.

Referências Complementares

  • CRUZ, J. C.; MAGALHÃES, P. C.; PEREIRA FILHO, I. A.; MOREIRA, J. A. A. (Ed.). Milho: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa, 2011.
  • KUHNEM, P.; ROSA, A. C.; WAGNER, F.; DA ROSA, A. T. S. (Org.). Informações técnicas para trigo e triticale: safra 2020. Passo Fundo: Biotrigo Genética, 2020.
  • MOURI, C. de; ANTUNES, J. M.; FAE, G. S.; ACOSTA, A. da S. (Ed.). Trigo: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa, 2016.
  • PEREIRA FILHO, I. A. (Ed.). Sistemas de produção Embrapa: cultivo do milheto. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2009.
  • PEREIRA FILHO, I. A.; RODRIGUES, J. A. S. (Ed.). Sorgo: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa, 2015.
  • SANTIAGO, C. M.; BRESEGHELLO, H. C. de P.; FERREIRA, C. M. (Ed.). Arroz: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa, 2013.
  • TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 819 p. (Disponível na Biblioteca Virtual da Unemat)