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Revisão, Unidade I: Formação do Potencial Produtivo (Aulas 01 a 04)

Antes de começar

tente resolver cada questão sozinho antes de olhar o gabarito (arquivo separado). O esforço de recuperar o conteúdo de memória, e de decidir qual conceito de qual aula se aplica, é o que consolida a aprendizagem. As questões do Bloco A serão discutidas em sala e não têm gabarito escrito. Cada questão dos Blocos B e C cruza pelo menos duas aulas da unidade e as questões vêm intercaladas: identifique primeiro quais conceitos se aplicam, depois resolva.


Bloco A: Síntese integradora (discussão em sala)

Estas três questões amarram o arco da unidade (o que é o cereal e por que importa → como é a planta → como ela funciona → como o ambiente forma a produtividade) e serão debatidas coletivamente. Não há gabarito escrito: traga suas ideias por escrito para a discussão.

A1. A unidade percorre um mesmo grão em quatro leituras: o que faz dele um cereal e por que ele importa no mundo e no Cerrado (A01), como a planta se organiza da raiz à inflorescência (A02), como ela converte luz, água e CO₂ em grão (A03) e como o clima e a fenologia fixam quanto disso vira produtividade (A04). Usando o arco inteiro, explique por que a produtividade de uma lavoura de cereal está, em boa parte, decidida antes da colheita e, em boa parte, antes mesmo da semeadura, e o que ainda falta para essa produtividade se realizar.

A2. Sorgo e milheto ocupam a segunda safra do Cerrado quando o milho já não fecha o ciclo com segurança. Reconstrua essa vantagem atravessando as quatro aulas: a origem semiárida da espécie (A01), os traços morfológicos de raiz, folha e cera (A02), a bioquímica C4 e a eficiência do uso da água (A03) e a exigência climática e a janela de semeadura no ZARC (A04). Por que a mesma resiliência que fez esses cereais alimento de subsistência no Sahel é o que os torna estratégicos na safrinha mato-grossense?

A3. Diz-se na unidade que "o ambiente estabelece o teto do que uma lavoura pode produzir, e o manejo apenas decide quanto desse teto será alcançado"; que a produtividade é o produto de componentes que fecham em janelas sucessivas; e que o número de grãos (o dreno), e não a fonte, costuma limitar o rendimento nos materiais modernos. Junte as três afirmações: o que elas dizem sobre onde o agrônomo pode e onde não pode mais intervir ao longo do ciclo, e por que a próxima unidade (cultivar, solo, nutrição, adubação) é a caixa de ferramentas para aproximar a lavoura do teto que esta unidade aprendeu a enxergar?


Bloco B: Questões integradas

Cada questão cruza pelo menos duas aulas. Identifique primeiro quais conceitos se aplicam, depois resolva.

B1. (múltipla escolha) No beneficiamento do arroz, o grão passa por descascamento e, depois, por polimento. Sabendo como se organizam as frações do grão e o que distingue o arroz das outras quatro culturas, qual sequência descreve corretamente o que cada etapa remove?

(a) O descascamento retira a casca (lema e pálea); o polimento remove o farelo e o gérmen, mais nutritivos.
(b) O descascamento remove o farelo (pericarpo fundido ao tegumento), e o polimento retira em seguida o endosperma amiláceo do grão.
(c) Como as cinco culturas têm cariopse vestida, todas exigem descascamento da lema e da pálea antes do polimento das camadas externas.
(d) O polimento preserva o gérmen e remove apenas o pericarpo, o que mantém a densidade nutricional equivalente à do grão integral.

B2. (aberta) Um técnico recomenda a mesma "margem de segurança" de estande para milho e para trigo, dizendo que falhas na semeadura se compensam sozinhas. (i) Explique, pelo hábito de cada planta, por que a afirmação vale para o trigo mas não para o milho. (ii) Por que, ainda assim, o trigo tropical de sequeiro em MT costuma ser semeado em população alta? (iii) Ligue as duas respostas ao componente de produtividade que se define nessa fase e à sua janela.

B3. (múltipla escolha) Numa segunda safra em MT, a previsão é de chuvas cessando cedo. O produtor compara milho e sorgo granífero para uma semeadura já tardia. Qual justificativa fisiológica e climática sustenta melhor a escolha do sorgo?

(a) O sorgo tolera melhor porque, sendo C3, fecha os estômatos e poupa a água que o milho C4 desperdiça ao longo do ciclo.
(b) O sorgo une metabolismo C4 de alta eficiência hídrica a menor necessidade de água no ciclo, tolerando o déficit do fim da estação.
(c) Como milho e sorgo são ambos C4, a escolha do sorgo se deve apenas ao seu ciclo mais curto, e não a qualquer diferença no uso da água.
(d) O sorgo dispensa água no florescimento, ao contrário do milho, cujo único período crítico de déficit hídrico é a floração.

B4. (aberta) Milho e milheto são as duas culturas alógamas da unidade, e ainda assim o mercado do milho é dominado por híbridos e o do milheto por variedades de polinização aberta. (i) Explique essa diferença cruzando o sistema de polinização com a trajetória de melhoramento de cada um. (ii) Por que o trigo, autógamo, praticamente não tem híbrido comercial no Brasil? (iii) Onde entra a macho-esterilidade na história do sorgo?

B5. (múltipla escolha) Em lavoura de arroz, o produtor não vê panícula nenhuma e conclui que a planta ainda está vegetativa, dispensando cuidado com uma frente fria prevista para os próximos dias. Por que essa leitura é perigosa, e por que o milho não permitiria o mesmo diagnóstico por palpação?

(a) A planta está realmente vegetativa, pois a panícula do arroz só se diferencia após a exserção, quando o frio deixa de causar dano.
(b) O emborrachamento do arroz é perfeitamente visível por fora, e o milho atravessa exatamente a mesma bota externa durante o pendoamento.
(c) A panícula já está encerrada na bainha (emborrachamento, sensível ao frio); no milho a espiga cresce nas palhas, sem bota análoga.
(d) A folha-bandeira do milho encerra a espiga do mesmo modo que a do arroz encerra a panícula, exigindo idêntica palpação do colmo.

B6. (aberta) Uma lavoura de milho sofre quinze dias de veranico. Se o veranico cai na fase vegetativa, a planta se recupera; se cai no florescimento, a perda é irreversível. (i) Explique o mecanismo fisiológico da perda no florescimento. (ii) Por que o mesmo estresse na fase vegetativa é recuperável? (iii) Ligue a resposta ao modelo multiplicativo dos componentes de produtividade e à Lei do Mínimo.

B7. (múltipla escolha) Os sorgos africanos originais floresciam sob dias curtos e eram impraticáveis fora de sua latitude de origem. Por que os híbridos modernos de sorgo podem ocupar a safrinha em Mato Grosso?

(a) Os híbridos passaram a se comportar como plantas de dias longos, florescendo no inverno curto e ameno do Cerrado central.
(b) O melhoramento tornou o sorgo completamente neutro ao calor, o que dispensa a soma térmica acumulada para que ele floresça.
(c) A própria safrinha alongou o comprimento do dia na região, o que passou a satisfazer a exigência fotoperiódica original da espécie.
(d) A conversão de germoplasma gerou linhagens insensíveis ao fotoperíodo, o que liberou a semeadura de safrinha em MT.

B8. (múltipla escolha) Um híbrido de milho de alto potencial produtivo tomba o colmo no fim do enchimento de grãos, sem que tenha havido vento forte. Qual explicação integra corretamente a fisiologia do dreno e a morfologia do acamamento?

(a) O acamamento decorreu exclusivamente do excesso de nitrogênio aplicado, sem qualquer relação com o enchimento dos grãos da planta.
(b) O dreno vigoroso esvaziou as reservas do colmo, que, enfraquecido, tombou; o acamamento rompe o floema e cancela a remobilização.
(c) O grão interrompeu cedo a importação de assimilados, e o colmo, repleto de reservas acumuladas, ficou pesado demais e por isso tombou.
(d) A folha bandeira senesceu antes do tempo, e a ausência de fotossíntese acabou por engrossar e enrijecer o colmo, que se partiu.

B9. (aberta) Um produtor elogia um híbrido de milho "que fica verde até tarde" e conclui que poderá colher mais cedo por isso. (i) Diferencie ponto de maturidade fisiológica de dry down. (ii) Explique por que o stay green e o dry down podem entrar em conflito, contrariando a expectativa do produtor. (iii) Que implicação isso tem para a decisão de colheita no milho e no sorgo?


Bloco C: Cálculo e diagnóstico integrado

C1. (cálculo integrado) Uma lavoura de milho (temperatura basal inferior Tb = 10 °C; basal superior TB = 35 °C) registra a seguinte sequência de dias:

Dia T máx (°C) T mín (°C)
1 30 18
2 32 20
3 38 22
4 31 19
5 33 21
6 34 20

(i) Calcule o graus-dia acumulado dos seis dias, aplicando a correção da basal superior onde couber. (ii) Um material de milheto exige cerca de 450 °C-dia (Tb = 10 °C) para completar o estádio ED2; calcule em quantos dias esse acúmulo se completa a uma temperatura média constante de 19 °C e a 31 °C. (iii) Se o total de graus-dia de uma cultivar é aproximadamente constante, por que uma safra mais quente, que fecha o ciclo em menos dias, pode render grãos mais leves? Use o que a fisiologia diz sobre respiração.

C2. (cálculo integrado) Uma lavoura de trigo apresenta, na formação dos componentes: 450 espigas/m², 32 grãos por espiga, fração de grãos férteis 0,90 e massa média do grão 0,035 g. (i) Calcule a produtividade em g/m² e converta para kg/ha (1 g/m² = 10 kg/ha). (ii) Uma frente fria no emborrachamento derruba a fração fértil de 0,90 para 0,65, sem alterar os demais componentes; recalcule a produtividade e diga quantos kg/ha e que percentual se perderam. (iii) Qual componente foi atingido, em que janela ele se define, e por que o hábito de perfilhamento do trigo (diferente do milho) importa para o primeiro componente da conta?

C3. (cálculo integrado) Pela comparação de Aldrich, produzir 1 kg de matéria seca consome, em água transpirada, cerca de 271 kg no sorgo, 372 kg no milho e 505 kg no trigo. Considere uma produção-alvo de 7.500 kg/ha de matéria seca. (i) Calcule a água transpirada (em kg/ha e em mm; use 1 mm = 10.000 kg/ha) para sorgo, milho e trigo. (ii) Quanta água o sorgo economiza frente ao trigo, em mm, para a mesma matéria seca? (iii) O que esse ranking, somado à necessidade hídrica do ciclo, permite prever sobre qual cultura fecha a safrinha com menor risco quando as chuvas cessam cedo?


Questões da 1ª Avaliação Escrita, Prova A (10/09/2026)

Q01. Cereal é categoria botânica com peso econômico: exige pertencer às Poaceae, produzir cariopse e ter relevância de cultivo, e a falha em qualquer um dos três exclui a espécie. Um catálogo agrupa como cereais o feijão, a quinoa e a cevada. Qual delas é cereal?

(A) O feijão, porque a importância na dieta supre a cariopse ausente
(B) A cevada, única das três a reunir os três critérios ao mesmo tempo
(C) A quinoa, porque o grão é usado como o de cereal na alimentação humana
(D) A cevada e a quinoa, porque as duas produzem grão seco e armazenável
(E) As três, porque o critério econômico prevalece sobre o critério botânico

Q02. Um técnico afirma que os cinco cereais da disciplina descendem de um único berço agrícola, o Crescente Fértil, de onde teriam se espalhado pelo mundo com as migrações humanas. O registro arqueológico e genético contradiz essa leitura. Que afirmação descreve corretamente a origem dessas espécies?

(A) O trigo e o arroz partilham o mesmo ancestral silvestre, do gênero Triticum
(B) Todos vieram do Crescente Fértil, e o milho chegou às Américas em 1493
(C) O sorgo e o milheto vieram da Ásia, e o arroz teve domesticação única
(D) Cada um foi domesticado em centro próprio, de ancestral silvestre próprio
(E) O milho veio do teosinte asiático, levado à Mesoamérica por mercadores

Q03. O arroz teve duas domesticações independentes, a asiática Oryza sativa e a africana Oryza glaberrima, hoje quase substituída pela asiática nas lavouras do continente. Programas africanos cruzam as duas para gerar as cultivares NERICA. Que combinação de atributos esse cruzamento persegue?

(A) A tolerância ao frio da africana somada à precocidade da asiática
(B) A rusticidade da africana somada ao potencial produtivo da asiática
(C) O grão que não debulha da africana somado ao porte baixo da asiática
(D) A resistência a doenças da africana somada ao grão longo da asiática
(E) A produtividade da africana somada à tolerância à seca da asiática

Q04. As subespécies japonica e indica do arroz asiático descendem da mesma espécie silvestre, mas foram domesticadas em épocas e regiões diferentes. O cruzamento entre elas é hoje a estratégia central do melhoramento moderno da cultura. Que fundamento genético sustenta essa estratégia?

(A) São a mesma espécie, e a domesticação separada gerou atributos complementares
(B) A indica descende da japonica, e o cruzamento devolve a variabilidade perdida
(C) A japonica descende da O. glaberrima africana, e a indica, da O. rufipogon asiática
(D) A japonica é diploide e a indica é tetraploide, o que amplia a heterose
(E) São espécies distintas, e o cruzamento depende de resgate de embrião

Q05. A trajetória da agricultura costuma ser organizada em fases, de 1.0 a 5.0, cada uma marcada por um avanço técnico dominante. Uma fazenda de cereais adota mapas de fertilidade georreferenciados e aplicação a taxa variável, sem sensores de leitura em tempo real. Em que fase esse pacote se enquadra?

(A) Agricultura 1.0, cujo marco é a seleção empírica e a semente salva
(B) Agricultura 2.0, cujo marco é a cultivar semi-anã que responde a mais nitrogênio
(C) Agricultura 3.0, cujo marco é o manejo localizado a taxa variável no talhão
(D) Agricultura 4.0, cujo marco é a taxa variável guiada por sensor embarcado
(E) Agricultura 5.0, cujo marco é a robótica colaborativa e a edição gênica

Q06. A cariopse é fruto seco indeiscente em que o pericarpo está fundido ao tegumento da semente. No beneficiamento, o arroz passa por uma etapa inicial que trigo, milho, sorgo e milheto não exigem. Que diferença estrutural explica essa etapa a mais?

(A) O endosperma do arroz é menor, e o farelo sai em duas passadas de rolo
(B) O grão do arroz é vestido por lema e pálea, retiradas no descascamento
(C) A cariopse do arroz é deiscente e se abre naturalmente na maturação
(D) O pericarpo do arroz não se funde ao tegumento e sai como casca solta
(E) O gérmen do arroz é externo à cariopse e se desprende antes do polimento

Q07. No arroz, o perfilhamento obedece a uma regra morfológica precisa: quando a folha n emerge, ela ativa o nó n-3. Um veranico atinge a lavoura logo no início do perfilhamento, e o técnico precisa dimensionar o estrago. Que consequência decorre dessa sincronia?

(A) O nó ativado emite o perfilho, e as raízes adventícias saem na antese
(B) O perfilhamento cessa, mas as raízes adventícias compensam
(C) A planta transfere a gema do perfilho à coroa e retoma após a chuva
(D) A folha em emergência para, e o perfilho já iniciado segue crescendo
(E) Folhagem, perfilhamento e enraizamento são atingidos ao mesmo tempo

Q08. A lígula e as aurículas ocupam a junção entre a bainha e a lâmina foliar e têm valor de identificação taxonômica nas gramíneas. Ao descrever uma plântula de trigo em aula prática, um aluno troca as duas estruturas. Que descrição é a correta?

(A) A lígula é o par de apêndices; as aurículas, a membrana da junção
(B) A lígula é a base da lâmina; as aurículas, a nervura central da folha
(C) A lígula envolve o colmo; as aurículas fecham a bainha sobre o entrenó basal
(D) A lígula é a membrana da junção; as aurículas, apêndices da base da lâmina
(E) A lígula é a arista da lema; as aurículas, as células buliformes da folha

Q09. A folha bandeira é a última folha emitida pelo colmo, e sua perda durante o enchimento é apontada como direta e irreversível. Um produtor pergunta por que a planta não repõe essa folha, como repõe as folhas perdidas na fase vegetativa. Qual é a razão?

(A) A lígula da folha bandeira sela o ápice e impede novas emissões
(B) A folha bandeira nasce de gema axilar, esgotada na diferenciação floral
(C) O meristema apical já virou inflorescência e não produz mais folhas
(D) A reposição ocorre, mas consome a reserva do colmo e não compensa
(E) A planta só repõe folhas enquanto houver perfilhos ativos na coroa

Q10. A espiga tem espiguetas inseridas diretamente sobre o ráquis, e a panícula tem eixos secundários que multiplicam o número de espiguetas. Em campo, a inflorescência do milheto é compacta e alongada, e o aluno a classifica como espiga. Qual é a classificação correta?

(A) Panícula aberta, de ramos primários e secundários bem separados
(B) Pendão terminal, homólogo à inflorescência masculina da planta de milho
(C) Espiga composta e dística, como a do trigo, de ráquis não ramificado
(D) Espiga simples, de espiguetas sésseis inseridas direto sobre o ráquis
(E) Panícula espiciforme, de eixos ramificados porém muito contraídos

Q11. O stay green retarda a senescência foliar e mantém a fotossíntese ativa depois da floração. Num ano de chuva bem distribuída, um produtor não vê diferença entre o híbrido de milho rotulado como stay green e o híbrido comum do talhão vizinho. Qual é a explicação técnica?

(A) O ano favorável antecipou a senescência e anulou a vantagem genética
(B) O rótulo indica dry down lento, e não a permanência de folha verde ativa
(C) O caráter sofre forte influência do ambiente e rende mais sob estresse
(D) O caráter atua na fase vegetativa, e o efeito se encerra na floração
(E) O caráter só se expressa em cultivares de arroz, não em milho híbrido

Q12. O nome RuBisCO carrega a dupla função da enzima, que é carboxilase e oxigenase ao mesmo tempo. Um aluno afirma que as plantas C4 resolveram o problema trocando a RuBisCO pela PEP-carboxilase. Que papel a RuBisCO de fato cumpre numa planta C4?

(A) É descartada da folha e reaparece apenas na raiz e no colmo
(B) Segue sendo a única enzima que monta o açúcar, agora protegida do O₂
(C) Faz a captura inicial do CO₂ do ar, antes de entregá-lo à PEP-carboxilase
(D) Alterna com a PEP-carboxilase conforme a temperatura da folha no dia
(E) Passa a operar apenas como oxigenase, e o açúcar vem da PEP-carboxilase

Q13. A fotorrespiração é descrita como o oposto da fotossíntese, porque desmancha parte do trabalho recém-feito pela folha. Num arrozal de terras altas sob calor, o técnico precisa explicar ao produtor o que a lavoura perde nesse processo. O que exatamente se perde?

(A) Nitrogênio da RuBisCO, que se degrada e precisa ser sintetizada de novo
(B) Apenas energia, já que o carbono fixado retorna íntegro ao ciclo de Calvin
(C) Água e energia, com ganho de açúcar menor que o da via C4 do milho
(D) Carbono já fixado e energia, sem que a folha produza açúcar em troca
(E) Oxigênio da folha, que escapa pelos estômatos e reduz a respiração

Q14. Ao microscópio, o corte transversal de uma folha de milho mostra células da bainha do feixe vascular grandes e cheias de cloroplastos, circundadas pelas células do mesofilo. Esse arranjo é a anatomia Kranz. Que trabalho cabe a cada um desses dois tecidos?

(A) Os dois capturam o CO₂, e a bainha apenas isola o feixe do ar externo
(B) O mesofilo abriga a RuBisCO; a bainha capta o CO₂ que entra
(C) O mesofilo captura o CO₂; a bainha o libera concentrado na RuBisCO
(D) O mesofilo respira à noite; a bainha fotossintetiza durante o dia todo
(E) O mesofilo conduz o ciclo de Calvin; a bainha estoca o amido formado

Q15. A respiração divide-se em dois gastos de funções distintas, o de crescimento e o de manutenção. Duas regiões produzem milho sob o mesmo regime diurno, e a de noites quentes fecha o ciclo com grãos mais leves. Que gasto responde por essa perda?

(A) O de manutenção, que sobe com a temperatura e drena as reservas
(B) O de crescimento, que sobe à noite e forma tecido novo mesmo sem luz
(C) O de crescimento, que converte em estrutura o açúcar fixado de dia
(D) Os dois em igual medida, porque a noite quente eleva ambos na planta
(E) O de manutenção, que cai com a temperatura e poupa açúcar

Q16. A camada preta, no ponto de inserção do grão com o sabugo, marca o ponto de maturidade fisiológica do milho. Ao encontrá-la, um produtor conclui que a lavoura já pode ser colhida, porque o grão atingiu o peso máximo de matéria seca. Que informação corrige a conclusão?

(A) A camada preta marca o fim do enchimento só nos grãos do ápice da espiga
(B) Na maturidade fisiológica o grão ainda carrega umidade alta demais
(C) Na maturidade fisiológica o grão ainda importa assimilados
(D) A camada preta indica perda de vigor, e a semente já não germina bem
(E) O peso máximo de matéria seca só é atingido dias após a camada preta

Q17. Numa lavoura de arroz de terras altas, o estagiário não encontra panícula visível em planta alguma e registra a lavoura como vegetativa. O técnico apalpa o topo do colmo, sente uma estrutura firme dentro da bainha e diz que ali está o gargalo invisível da produção. O que ocorre nesse estádio?

(A) A microsporogênese, formação do pólen que decide a fertilidade
(B) A exserção da panícula, que expõe as espiguetas ao vento
(C) A diferenciação do primórdio floral, que inicia a fase reprodutiva
(D) A antese, que ocorre das nove às treze horas e fecunda a espigueta
(E) O enchimento do grão, que deposita amido nas espiguetas fecundadas

Q18. O mesmo híbrido de milho, na mesma lavoura e com o mesmo manejo, levou 62 dias da emergência ao pendoamento numa safra e 71 dias na safra seguinte. O agrônomo precisa explicar a diferença sem recorrer a erro de anotação. Qual é a explicação correta?

(A) A safra mais quente alongou o subperíodo por excesso de calor acumulado
(B) A soma térmica não prevê estádios no milho, que se conta em dias
(C) A safra mais fria acumulou menos calor por dia e alongou o subperíodo
(D) O híbrido mudou de grupo de ciclo por efeito do ambiente da safra
(E) A safra mais fria reduziu a soma térmica exigida pelo subperíodo

Q19. A altitude age pela temperatura, e o mesmo ganho de elevação não produz o mesmo efeito em todas as culturas. Um ensaio compara milho e sorgo a cerca de 900 metros, na safra de verão e sem risco de geada. Que efeito a altitude produz em cada um?

(A) No milho encurta o ciclo; no sorgo alonga o período de enchimento do grão
(B) Nas duas alonga o ciclo e eleva o rendimento pelo grão mais pesado
(C) No milho eleva o risco de acamamento; no sorgo reduz o de ergot
(D) No milho reduz a respiração noturna; no sorgo antecipa a antese
(E) No milho alonga o enchimento; no sorgo eleva o risco de esterilidade

Q20. Num ensaio, plântulas de arroz recebem fotoperíodo plenamente indutivo desde a emergência, e ainda assim a iniciação floral não se antecipa. Só depois de atingir certo número de folhas a planta passa a responder ao estímulo. Que conceito da fisiologia explica esse comportamento?

(A) A dominância apical, que trava a iniciação enquanto houver perfilhos
(B) O fotoperiodismo, percebido na raiz e levado às folhas pelo xilema
(C) A vernalização, exigência de frio que precede a resposta ao dia curto
(D) A fase sensível ao fotoperíodo, que antecede a fase vegetativa básica
(E) A juvenilidade, a fase inicial insensível ao estímulo fotoperiódico


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