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Gabarito comentado, Aula 10: Manejo de Campos de Produção de Sementes

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Confira depois de tentar resolver. O Bloco A não tem gabarito aqui: será discutido em sala. Se errou, releia o comentário e volte ao texto de apoio no ponto indicado, entender por que a resposta é essa vale mais que acertar.

Bloco B

B1. Resposta: (B).

A separação temporal é recurso amplamente usado quando o isolamento físico não é viável: 25 dias entre os florescimentos, desde que as emergências sejam uniformes e não haja diferença de ciclo entre os parentais, evitam a coincidência de pólen.

(A) Nega um recurso válido.

(C) É o erro típico, a decisão não é uma regra fixa de calendário, precisa ser estimada em função dos graus-dia de cada parental e depende de emergência uniforme, não de simplesmente "contar 25 dias".

(D) Troca o sistema reprodutivo, pois o milho é alógamo, é exatamente por isso que o isolamento importa.

B2. Resposta: (C).

Uma vez que o pendão aponta entre as folhas, há cerca de 48 horas para removê-lo antes que comece a liberar pólen; por isso o despendoamento é feito em múltiplas entradas (três a quatro) e exige ação imediata.

(A) Subestima a urgência e o alcance do pólen (uma planta contamina dezenas ao redor).

(B) Supõe reversibilidade inexistente, em alógama a contaminação genética é irreversível.

(D) Confunde o limiar de rejeição do campo (mais de 1% das plantas liberando pólen fora do padrão) com o gatilho da remoção, esperar a liberação de pólen já é tarde demais.

B3. Resposta esperada:

(i) Na maturidade fisiológica a semente cessa a ligação com a planta-mãe e atinge seus valores máximos de massa seca, germinação e vigor, mas com teor de água ainda alto demais (na soja, 50 a 55%) para a colheita mecânica direta, precisa secar naturalmente a campo até a faixa de trilha (soja, melhor balanço em 13 a 15%).

(ii) A umidade varia dentro da própria planta: num experimento, o teor médio era 58,4%, variando de 45,2% a 72,2% numa mesma planta (amplitude de 27 pontos), e só a partir do sétimo dia a totalidade das sementes de uma planta havia atingido a maturidade fisiológica. Poucas vagens subestimam a fração ainda imatura, fazendo o campo parecer mais seco/maduro do que está, a decisão sai sempre otimista demais.

B4. Resposta: (D).

A soja tem o melhor balanço de qualidade na colheita em torno de 13 a 15% de umidade; abaixo de 12% o dano mecânico já aumenta de forma significativa, porque a semente muito seca se parte com facilidade sob impacto. Prioriza-se, então, o lote a 14% (dentro da faixa).

(A) e (C) Invertem a relação, semente mais seca sofre mais dano, não menos.

(B) Ignora o efeito documentado da umidade sobre o dano mecânico.

B5. Resposta esperada:

No grão comercial, o produtor aperta a regulagem (folga/rotação) para deixar o mínimo de grão não debulhado no campo, aceitando mais grão quebrado ou trincado, o grão consumido não precisa proteger vigor.

Na semente, esse mesmo ajuste eleva o dano mecânico, e o dano, imediato (mata a semente) ou latente (compromete membranas e embrião, aparecendo depois como perda de vigor no armazenamento), destrói justamente o produto que se vende, que é a qualidade fisiológica. Por isso a troca pende para o lado oposto: no campo sementeiro tolera-se maior perda física em favor de menor dano mecânico.

Na prática: cilindro de trilha a 400 rpm ou menos, côncavo o mais aberto compatível com trilha adequada, e avaliação do dano (hipoclorito de sódio ou copo medidor) pelo menos três vezes ao dia.

B6. Resposta: (A).

A origem obrigatória da C2 é a semente C1, a obtenção é limitada a uma única geração da categoria anterior, sem pular nem repetir categoria. Um lote C2 não pode originar outro C2.

(B) Foca no documento e ignora que a categoria de origem está errada.

(C) Nega o princípio de que a origem amarra a categoria máxima do campo.

(D) Troca a origem da C2 pela da C1 (genética ou básica).

Bloco C

C1. Resolução (4 casas decimais):

(i) Peso final, com Pi = 10.000 kg, Xi = 15, Xf = 12:

Pf = 10.000 × (100 − 15)/(100 − 12) = 10.000 × 85/88 = 10.000 × 0,9659 = 9.659,0909 kg.

(ii) Perda de peso: 10.000 − 9.659,0909 = 340,9091 kg.

(iii) Comparação com a conta ingênua: a diferença simples de umidade, (15 − 12) = 3 pontos percentuais, daria 3% de 10.000 = 300,0000 kg. A perda real (340,9091 kg) é maior, em 40,9091 kg. Isso ocorre porque o denominador da fórmula usa a base do peso já seco (100 − Xf), não a base do peso úmido inicial: a água retirada representa uma fração maior do que a subtração simples sugere. É o alerta do texto, "um lote de mil quilos colhido a 20% e seco até 12% perde bem mais do que 80 quilos", e é o que evita erro no fechamento comercial do lote.

C2. Diagnóstico esperado:

Parâmetro a parâmetro parece favorável: 16% está perto da faixa de trilha (13 a 15%) e o campo está senescente. Cruzando os parâmetros, porém:

(1) as sementes verde-amareladas e a amostragem pobre indicam que parte do campo ainda não atingiu maturidade uniforme, a fração imatura está subestimada, e o "16% médio" é otimista;

(2) esperar expõe o lote a um período equivalente a armazenamento a campo, e com a chuva a soja pode ganhar ou perder até 5 pontos percentuais de umidade num único dia, com cada ciclo de umedecimento/ressecamento provocando microtrincas e perda progressiva de vigor (irreversível);

(3) antecipar demais, colhendo a umidade muito alta, aumenta o dano mecânico na trilha e exige secagem mais intensa.

Conduta: a chuva iminente inclina a decisão para não retardar, primeiro reforçar a amostragem (muitas vagens por planta, várias plantas) para confirmar o estado real; confirmada a maturidade da maior parte do campo, colher com regulagem conservadora (cilindro até 400 rpm, côncavo aberto, dano avaliado 3 ou mais vezes ao dia) antes da chuva, encaminhando à secagem artificial imediata o que estiver acima do teor seguro. O ponto de colheita é o balanço entre os dois riscos, nunca uma fórmula fixa.